Salvador
Publicado em 07/09/2026, às 14h56 Cibele Gentil e Tácio Caldas
No último dia do Festival da Cultura Japonesa de Salvador – Bon Odori, nesta segunda-feira (7), o público comparece ao Parque de Exposições e os ‘cosplayers’ capricham na produção. A 18ª edição do evento teve início na sexta-feira (4), na Avenida Luís Viana Filho, a Paralela, e segue até as 20h deste feriado de Independência do Brasil.
O festival trouxe uma programação com atividades reunindo tradição, arte, gastronomia, música, dança e cultura pop. No dia de encerramento, os visitantes podem desfrutar de comidas típicas, apresentações de ‘taikos’, os tambores tradicionais japoneses, danças e artes marciais, entre outras atrações.
Um grande destaque do evento, sem dúvida, é a grande circulação de fãs que praticam ‘cosplay’, caracterizados com suas personagens favoritas. Para Rodrigo, dono de um stand de artes gráficas e 3D, celebra a ocasião. “O Bon Odori é um evento ótimo para divulgar a cultura japonesa, que engloba também a cultura das personagens e dos cosplayers”, disse.
O comerciante também comentou sobre as boas oportunidades de negócios durante o festival. “Uma excelente oportunidade para o empreendedor baiano”, afirmando que alcançou as suas metas de vendas para o período.
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O entusiasmo dos fãs de HQ, mangá e animação parece não ter muitos limites. Eles se produzem da cabeça aos pés para ficar parecidos com as personagens escolhidas, desembolsando o que for necessário para se aproximar ao máximo da imagem pretendida.
Conforme contou Guilherme Cardoso, que se vestiu de Jack Esqueleto, de ‘O estranho mundo de Jack’, a escolha foi fácil. “Eu sempre gostei do filme e achava que era uma personagem que seria fácil eu fazer por conta do tipo físico, porque também sou alto e magro”, falou. Mesmo não sendo necessário muito esforço, entre roupas, maquiagem, cabelo e acessórios, Guilherme revelou que gastou cerca de R$ 450 para incorporar o Jack.
Já Victor Agnaldo, resolveu misturar diversos elementos e montar uma indumentária única. “Estou misturando um pouco de samurai, por causa da máscara, Naruto e Pokémon. Misturei tudo aqui”, falou ele entre risos.
Maycol Félix também fez questão de detalhar o seu cosplay. “Eu estou de Buda, de Shumatsu no Valkyrie. Ele é um humano que tinha tudo e ele resolveu deixar tudo de lado para poder encontrar iluminação”, contou, declarando sua admiração pela personagem. “É alguém em quem eu me inspiro bastante”. Maycol contou ainda que a roupa foi produzida por sua mulher e o conjunto lhe custou cerca de R$ 150.
Já Nalanda Silva optou por incorporar a personagem do Street Fighter, Chun-Li. Para ela, a escolha foi bastante sentimental, com boas recordações da infância. “Eu via o meu padrasto jogando, sempre admirei vários jogos de luta e ela é uma das minhas personagens favoritas. A primeira vez que eu aprendi a jogar foi com essa personagem”, lembrou. Para dar vida à Chun-Li, Nalanda gastou cerca de R$ 180.
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