Salvador
por Thiago Teixeira, Andreza Oliveira e Davi Lemos
Publicado em 30/12/2025, às 21h41 - Atualizado às 22h41
Os ambulantes que trabalham no Festival Virada Salvador neste ano estão divergindo sobre as condições de trabalho e sobre os lucros obtidos durante os festejos que vão até 31 de dezembro. Do "horrível" e do "deplorável" ao agradecimento à gestão municipal, os vendedores apontam que as grandes festas são uma oportunidade para fazer um dinheiro a mais. Neste ano, entretanto, citam que ficaram longe dos locais de show e perderam espaço para grandes redes de gastronomia. O cenário é de luta pela sobrevivência.
Rosângela França dos Santos, de 35 anos, diz que vende seus produtos no Festival Virada desde quando era realizado no Comércio. Neste ano, ele diz que ainda não conseguiu sequer recuperar o que investiu em mercadoria; afinal tem visto o dinheiro dela virar água, pois precisa comprar até sete sacos de gelo por noite, mas insuficientes com os coolers fornecidos que não conservam a temperatura.
"Para mim, está sendo uma experiência horrível, deplorável. Esses coolers só prejuízo; gastando mais de sete sacos de gelo por noite e, mesmo assim, tomando prejuízo. A vendagem fraquíssima; só podemos vender o que eles querem. O cliente e o público querem outro tipo de bebida que não podemos vender e ainda com esse 'abençoado' desse cooler para não dizer outra coisa", disse Rosângela.
Vicente Paixão, de 33 anos, disse que ainda aposta no último dia, no dia da virada não somente do ano, mas no ritmo das vendas. "A gente está aqui apostando que o último dia seja bom porque até agora não está sendo bom em relação às vendas. Está bem fraca", disse Paixão. Ele reclamou da posição dada aos ambulantes: "A gente fica muito distante da festa e você pode observar que colocam os bancos lá embaixo porque muita gente não vem comprar aqui atrás".
Além disso, ainda tem a concorrência com a Vila Gastronômica. E, como se diz no adágio popular, o chique acaba deixando o ambulante no último. "A cada ano vai diminuindo espaço. A gente vai perdendo espaço, perdendo espaço. Ela [a Vila Gastronômica] fica bem no centro das caixas. Onde ela está aí tinha como colocar bastantes vendedores. O espaço que ela toma é muito grande; é até maior que o nosso", pontuou Vicente Paixão.
Mas, neste cenário, há quem agradeça ao prefeito Bruno Reis. Seja pelo restaurante disponibilizado ou pelo transporte facilitado, cada "agrado" toma para os ambulantes um significado maior. "Graças a Deus e graças ao nosso prefeito que nos deu essa oportunidade de ter um restaurante, transporte para voltar para casa. Almoçar [no restaurante] nem tanto porque como vou voltar para casa, eu descanso, durmo. Mas assim: tudo o que é colocado para o ambulante é sempre bem-vindo porque a gente tem uma vida de muita correria, o desgaste é muito grande. Então tudo o que vier a somar é bem-vindo para a gente que é ambulante", disse Eliene Marinho.
Classificação Indicativa: Livre
cinema em casa
som poderoso
Imperdível
Smartwatch barato
Limpeza inteligente