Salvador
por Anderson Ramos
Publicado em 20/03/2026, às 03h00
Donos de imóveis da região da Estrada do Derba estão apreensivos. O nervosismo é por conta da demora no pagamento das indenizações dos imóveis que serão desapropriados para a construção do Lote II do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) de Salvador.
Segundo relatos obtidos pelo BNews, há cerca de dois meses prepostos da Companhia de Transportes da Bahia (CTB) fizeram uma reunião com mais de 100 moradores da localidade conhecida como Baixinha. Neste encontro, algumas pessoas aceitaram a proposta da empresa e assinaram contrato para receberem a indenização, mas até agora o dinheiro não caiu na conta.
“Já tem quase 2 meses que estive lá na CTB para ver a proposta a respeito da indenização, aceitei e desde então não me chamaram para assinatura de contrato, e não somente eu como outras pessoas que já assinaram. Quando finalmente pagam, dão apenas 15 dias para que a pessoa consiga um outro imóvel. Isso tem afetado emocionalmente e psicologicamente a todos”, disse o motorista Wilson Martins.
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O empresário Nelson dos Santos relata que foram eles informados sobre as desapropriações na localidade em setembro do ano passado, mês em que as marcações dos imóveis que serão demolidos começaram a acontecer. Ele diz que o impasse vem causando preocupação extrema nos moradores por causa da dificuldade de encontrar imóveis para comprar.
“Em janeiro começaram a chamar para tratar da negociação de valores, e a maioria dos moradores aceitou a proposta. Eles mandaram aguardar de 15 a 30 dias para que o pagamento do imóvel fosse realizado e que já podiam procurar casa para comprar. Porém já se passaram mais de dois meses e nenhuma satisfação nos deu. Com toda essa situação tem mães e pais de família com crise de ansiedade, pressão alta, preocupação para onde vão morar porque os imóveis que estão à venda aumentaram os valores”, reclamou.
Um outro problema comunicado pelos é o baixo valor oferecido pelos imóveis. Uma moradora que não quis se identificar disse que a quantia ofertada para parte das residências estão muito abaixo do avaliado pelo mercado, o que dificulta ainda mais a compra.
“O consórcio VLT e a CTB estão nos tratando com descaso, pois chamou algumas pessoas para acordo e os valores que estão oferecendo não dá para comprar outra casa. Quando rejeitamos a proposta, eles mandam aguardar sem nenhum retorno. Os imóveis da região aumentaram de valor e as pessoas que foram procurar outra casa achando que eles iam pagar no prazo que deram já perderam a oportunidade. Ficamos sem saber o que fazer, preocupados para onde iremos morar, pois aqui é um local onde não temos problemas. Temos escolas, hospitais e mercados próximos e nunca tivemos problemas de tráfico”, desabafou a moradora.
O que diz a CTB
Em nota enviada ao BNews, a CTB informou que no trecho entre o Hospital do Subúrbio e Águas Claras as desapropriações já foram concluídas e os pagamentos realizados. Já na área localizada após o Hospital do Subúrbio, em direção a Paripe, os atendimentos continuam em andamento, considerando que se trata de um trecho com maior concentração de unidades, o que exige um trabalho social cuidadoso.
O comunicado diz ainda que “as negociações estão sendo conduzidas de forma dialogada e amigável, sem medidas forçadas, e que “cada caso é analisado com cuidado, respeitando as particularidades das famílias e garantindo equidade no atendimento”. Veja a nota na íntegra:
Nota à imprensa
Para as obras do VLT, incluindo a duplicação da Estrada do Derba, no trecho entre o Hospital do Subúrbio e Águas Claras, as desapropriações já foram concluídas e os pagamentos realizados. Na área localizada após o Hospital do Subúrbio, em direção a Paripe, os atendimentos continuam em andamento, considerando que se trata de um trecho com maior concentração de unidades, o que exige um trabalho social cuidadoso.
O processo de desapropriação começa com antecedência. Inicialmente é feita a identificação da área, o cadastramento do imóvel e a coleta das informações necessárias para o encaminhamento do processo às etapas de negociação. É dada prioridade aos locais onde há necessidade de avanço das obras e às áreas em que existem riscos para o ocupante do imóvel. Destaca-se ainda que, a desocupação somente ocorre após a realização do pagamento e com acompanhamento da equipe social.
As negociações estão sendo conduzidas de forma dialogada e amigável, sem medidas forçadas. Cada caso é analisado com cuidado, respeitando as particularidades das famílias e garantindo equidade no atendimento. Por isso, intensificou-se os plantões sociais, com atendimentos individualizados para esclarecer dúvidas. A equipe técnica social permanece à disposição para orientar proprietários e moradores sobre o andamento dos processos.
O Lote II do VLT ligará o bairro de Paripe até Águas Claras. O trecho terá 9,20 km de extensão e terá 8 paradas. A obra se aproxima de 40% da execução. O primeiro Lote I temprevisão de entrega no segundo semestre de 2027.
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