Salvador
A recepção do Centro Empresarial Iguatemi, no bairro Caminho das Árvores, em Salvador, foi palco de uma briga generalizada na terça-feira (6) após uma mulher, identificada como Mônica Freitas, ser agredida pelo ex-patrão em seu atual local de trabalho. Segundo informações obtidas pelo BNews, o episódio não foi um caso isolado, mas parte de uma série de conflitos entre os dois.
Ao BNews, Mônica relatou que trabalhou por pouco mais de um ano como vendedora de crédito em uma empresa pertencente a Adalberto Argolo. Durante o período, afirmou ter sido exposta a um ambiente abusivo e a ameaças caso deixasse o emprego.
Conforme depoimento prestado na Central de Flagrantes, ao qual a reportagem teve acesso, Mônica disse que o ex-patrão "a controlava de forma humilhante", inclusive restringindo "necessidades básicas, como o uso do banheiro e o tempo de alimentação".
Após receber uma proposta mais vantajosa em uma empresa concorrente instalada no mesmo edifício, Mônica voltou a relatar situações de intimidação. Ela contou que Adalberto chegou a ir ao local e ofereceu dinheiro ao atual empregador para que ela fosse demitida.
Acusação de racismo
Em dezembro, o empresário chegou a publicar no WhatsApp um conteúdo considerado racista. Em um status, exibiu fotos de Mônica e outras e ex-funcionárias, todas negras, durante a confraternização de 2024, comparando-as às atuais colaboradoras de pele mais clara.
"Não é à toa que Salvador é a cidade mais africana fora da África. Na confraternizção de 2024, eu pensei que estivesse na Somália. Hoje, na confraternização de 2025, o nível melhorou e muito. A foto deu uma boa clareada, é como se eu estivesse na Argentina", escreveu.
Na última terça (6), ambos se encontraram na recepção do centro empresarial. Em depoimento, Mônica afirmou que, ao atravessar o hall, Adalberto a atingiu com o ombro de forma proposital e passou a proferir ofensas como "puta". Ela relatou ainda que tentou evitar confronto por estar acompanhada de um cliente, mas foi agredida no rosto pela filha do ex-patrão.
Ainda segundo o documento obtido pelo BNews, "durante as agressões, Adalberto proferiu termos racistas, chamando Mônica e sua colega de 'preta da Somália', demonstrando claro preconceito racial".
A vítima afirmou que a briga só cessou com a chegada da segurança do prédio e a intervenção do cliente e de outras pessoas que estavam no local. Ainda assim, o empresário teria demonstrado "total descontrole, falando mal da polícia e ameaçando contratar dois 'sacizeiros' para esfaquear a ex-funcionária e a colega".
O BNews procurou o empresário Adalberto Argolo para possíveis esclarecimentos, mas em breve contato com a reportagem ele preferiu não se pronunciar oficialmente sobre as acusações. O espaço segue aberto.
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