Salvador
por Alex Torres
Publicado em 25/11/2025, às 12h09 - Atualizado às 12h28
A escritora Aline Lisbôa, especializada em letramento racial, denunciou ter sido vítima de racismo, no último domingo (23), na Padoca do Carmo, uma das cafeterias mais conhecidas de Salvador. Ela relatou o episódio através de publicação em suas redes sociais.
Nós [Aline e sua família] consumimos, bebemos café e, no momento de ir embora, sentamos em outra mesa no andar de cima, mas o atendente veio até nós e disse que, se a gente não fosse consumir mais nada, era para irmos embora, que ele precisava das mesas livres", explicou.
Lisbôa relatou que chegou a questionar o funcionário se haveria alguma fila de espera e disse ainda que não havia entendido a reclamação, uma vez que ainda haviam mesas livres no estabelecimento. No entanto, mesmo assim, elas teriam sido "colocadas para fora".
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Depois de deixar o local, Aline ainda revelou outra situação: "Veio uma senhora de fora [estrangeira], intitulando-se amiga da dona. Sem saber o que tinha acontecido, disse que nós éramos exagerados e que Salvador tinha pessoas mal-educadas em todos os cantos".
"Isso é traço do costume colonial. O atendente falou baixo, cumpriu todos os costumes do ‘ser educado’, mas foi extremamente racista, assim como essa senhora que, em tom de voz adequado, foi xenofóbica”, criticou. “Ainda fico chocada e frustrada", completou.
Por meio de nota, a Padoca do Carmo lamentou o caso e informou que o funcionário envolvido foi demitido. Também informou que iria se reunir com a vítima para contratar o treinamento em letramento racial para todos os funcionários do estabelecimento.
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