Salvador

Greve dos Rodoviários: Após reunião, sindicalistas apontam tendência de acordo na sexta-feira

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Hélio Ferreira e Fábio Primo defenderão na assembleia desta sexta-feira (22), às 8h, que os rodoviários aceitem proposta  |   Bnews - Divulgação BNEWS / Arquivo
Alex Torres e Davi Lemos

por Alex Torres e Davi Lemos

Publicado em 21/05/2026, às 20h25



O presidente em exercício do Sindicato dos Rodoviários, Fábio Primo, diz que os trabalhadores podem aprovar, em assembleia marcada para as 8h desta sexta-feira (22), as propostas que podem encerrar a greve que será iniciada à meia-noite. "Vamos fazer um vídeo agora convocando os trabalhadores para uma assembleia, amanhã 8 horas, apresentar essa proposta que está aqui [...] Não é o que a gente queria, mas acho razoável e vamos defender essa proposta", disse Primo, após rodada de negociação intermediada pela presidente do TRT-5, Ivana Magaldi.

Ele disse que vê a proposta apresentada na reunião da noite desta quinta-feira como um avanço, mas ressalta que a culpa pela paralisação é dos empresários do setor. "Se a gente tivesse esse entendimento [antes], talvez a cidade não amanheceria em greve amanhã. Infelizmente, eu volto a dizer, por irresponsabilidade patronal poderia ter evitado essa greve, mas amanhã a gente está otimista para levar essa proposta para a Assembleia e acredito que a categoria vai aprovar", disse o sindicalista. Ele diz que a nova proposta resolve alguns pontos do dia-a-dia dos rodoviários.

O presidente de honra do sindicato, Hélio Ferreira, disse que orientará a categoria, na assembleia desta sexta, a aceitar o acordo firmado na reunião na noite desta quinta-feira, no TRT-5. Ferreira destacou que foram mantidas conquistas históricas dos trabalhadores e pontuou o risco de perdê-las em caso de julgamento de um dissídio pelo Tribunal.

"Faremos uma nova assembleia para a gente analisar essa proposta que achamos uma proposta defensável, que possa evitar a greve. A gente nunca quis a greve, a nossa convenção coletiva de direitos adquiridos que é um patrimônio da categoria, está correndo em risco com a greve", disse Ferreira.

No acordo, fica mantido plano de saúde, o direito dos rodoviários ao acesso ao ônibus, aumento no auxílio alimentação com a mesma contrapartida, manter o quinquênio, o financiamento para a CNH, dentre outros benefícios históricos, além de garantir que mulheres não trabalhem pela noite.

"Eu estou otimista. Acho que a categoria vai analisar com maturidade, mas a categoria é quem decide [...] A gente tem o dever de mostrar a ela qual é o melhor no momento. Então essa proposta é uma proposta que a gente está mostrando, que no momento é a melhor proposta, porque o julgamento do dissídio não é bom", reiterou Hélio Ferreira.

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