Salvador
Após a demolição do terreiro de candomblé Ilê Axé Oya Onira'D, que funcionava no Parque Pituaçu, em Salvador, os líderes religiosos do local seguem buscando uma resposta. Na manhã desta quarta-feira (18), os filhos de santo se reuniram no local e solicitaram respostas aos órgãos responsáveis.
Em entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia, a ialorixá do terreiro, Naiara de Oya, lamentou o ocorrido e solicitou documentos oficiais que mostrem a ordem de demolição e a retirada do local.
“A gente não conseguiu tirar nada daqui, não teve um prazo, um tempo correto para ser tirado. Não tem condições de tirar as coisas daqui em 10 dias. Estava tendo uma ação para isso, mas não me trouxeram nenhuma documentação, trouxeram uma ordem que Deus sabe de quem. Que simplesmente quer que a gente saia. Do mesmo jeito que não teve documento oficial para demolir, hoje estão fazendo novamente sem nenhum documento oficial, só com a polícia que aqui está”, explicou ela.
Naiara destacou que para retirar os itens sagrados do local é necessário realizar um processo que não acontece tão rápido. “Isso aqui é uma terra sagrada, tudo tem um trâmite a ser feito, para ser cuidado, para saber aonde se coloca, então estão violando os direitos dos nossos ancestrais.”, acrescentou ela.
Em seguida, a ialorixá pediu que órgãos responsáveis se pronunciem sobre a ação. “Precisamos que o governo e quem está dando a ordem digam algo sobre isso aqui e não é a retirada. Aqui não está atrapalhando nada sobre o Parque Metropolitano Pituaçu, não estamos poluindo, não estamos desmatando, cultivamos folhas, nós cultivamos esse espaço. Qualquer terreiro de candomblé é ambiental. Tirar foto com gente do axé é fácil, mas axé é isso aqui”, concluiu Naiara.
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