Salvador

Casa é demolida no Rio Vermelho e reacende polêmica sobre espigões de 17 andares

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Casa foi demolida na Rua Barro Vermelho na Praia do Buracão em Salvador  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Vídeo
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 17/02/2026, às 12h06 - Atualizado às 14h10



Uma casa localizada na Rua Barro Vermelho, nas proximidades da Praia do Buracão, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, foi demolida nesta terça-feira (17). A demolição foi autorizada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), conforme noticiado pelo BNews.

O imóvel integra uma das áreas previstas para receber espigões, prédios de até 17 andares, que, segundo moradores e ambientalistas, devem provocar sombreamento na região. O BNews recebeu vídeos que mostram a demolição sendo realizada de forma rápida, incluindo a supressão de vegetação no terreno. A área, no entanto, não é a única contemplada no projeto imobiliário.

O grupo SOS Buracão, que se posiciona contra a construção de espigões na região, classificou a ação como inadmissível, sobretudo por ter ocorrido em plena terça-feira de Carnaval.

“É inadmissível que demolições com impacto ambiental e urbano estejam sendo realizadas em bairro residencial de Salvador em plena terça-feira de Carnaval, feriado oficial, sem transparência, sem comunicação prévia à comunidade e sob circunstâncias que levantam sérias dúvidas quanto ao cumprimento das normas municipais, ambientais e constitucionais aplicáveis. Intervenções dessa natureza exigem alvará específico, respeito aos horários permitidos, controle de poluição e observância ao direito coletivo ao sossego e ao meio ambiente equilibrado”, afirmou o grupo em nota.

Em outro trecho, o SOS Buracão acrescenta: “Executar uma operação dessa magnitude justamente em um feriado, quando os mecanismos ordinários de fiscalização funcionam de forma reduzida, não transmite compromisso com a legalidade nem com a transparência. Se a atividade estivesse plenamente regular e alinhada aos princípios da publicidade e da função social da propriedade, não haveria razão para que fosse conduzida na surdina”.

No último dia 12 de fevereiro, o Ministério Público Federal (MPF), por meio da procuradora Bartira de Araujo Goes, solicitou a interrupção de qualquer obra no local, o embargo das demolições e a suspensão dos alvarás que autorizavam os serviços.

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