Salvador
Publicado em 31/05/2026, às 05h30 Lorena Alcantara
Semanas após o desabamento de um prédio na localidade da Baixa das Pedrinhas, no bairro de Luís Anselmo, em Salvador, moradores da região ainda tentam retomar a rotina depois da tragédia que marcou a comunidade. O incidente aconteceu no dia 16 de maio e deixou três pessoas mortas.
Quem vive nas proximidades relata que o clima no bairro mudou desde o ocorrido. O movimento voltou gradualmente às ruas, mas a lembrança do desabamento ainda permanece entre moradores e comerciantes da região.
O episódio mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Defesa Civil de Salvador (Codesal), além da população que realizou uma força-tarefa no dia para ajudar na retirada dos escombros e localização das vítimas sob os destroços.
Roberto Carlos Evangelista, de 58 anos, Maurício Santos Lima, de 51, e Raimundo Brito dos Santos, de 59, trabalhavam em uma obra no imóvel quando a estrutura cedeu. Além deles, encontrados sem vida, outras três pessoas estavam no imóvel no momento do desabamento, mas conseguiram sair a tempo do local, sem ferimentos.
Informações da Polícia Civil da Bahia apontam que o proprietário do edifício havia contratado pedreiros conhecidos na região para realizar obras de requalificação estrutural no prédio, que já apresentava rachaduras.
O episódio também trouxe à tona discussões sobre construção e fiscalização de imóveis. A Codesal informou que o edifício era irregular e passava por reformas estruturais no momento do acidente, o que exigiu a evacuação de 12 famílias no entorno por medida de segurança.
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