Salvador
por Redação BNews
Publicado em 30/09/2025, às 11h23 - Atualizado em 01/10/2025, às 11h38
Moradores da Rua Almirante Barroso, no Rio Vermelho, em Salvador, estão indignados com a retirada de três árvores da região. Segundo eles, as árvores frondosas — com folhagem densa e cheia — ofereciam sombra e abrigavam diversas espécies de pássaros e micos, mas foram erradicadas do passeio em frente ao Condomínio Bahia Bella.
De acordo com informações publicadas pela página Blog do Rio Vermelho no Instagram, nesta terça-feira (30), os galhos das árvores estavam caindo sobre a fiação elétrica, e teria sido constatado que todas estavam condenadas, o que motivou a remoção. Ainda assim, para eles, a perda da vegetação tem um grande impacto ambiental.
"Agora ficam o calor e a ausência do canto dos pássaros. O pior é que muita gente ainda aprova esse tipo de solução. Tomara que ao menos plantem novas espécies no mesmo local", diz a página.
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Em nota enviada ao BNews, a Secretaria de Manutenção da Cidade (SEMAN) informou que a retirada das árvores foi realizada após solicitação do Ministério Público, em decorrência de uma vistoria feita em 2024 para apurar problemas no passeio público causados por raízes das mesmas.
O órgão apontou que se tratavam de três exemplares da espécie ornamental exótica Algodoeiro-da-praia (Hibiscus tiliaceus), de grande porte e idade avançada, implantados no meio da calçada em frente ao condomínio. Segundo a Seman, as árvores ocupavam quase toda a extensão do passeio e estavam próximas a redes de água, esgoto, drenagem, telefonia e gás natural. Nessas condições, não era tecnicamente viável o transplante ou a manutenção sem riscos de tombamento.
"O estudo técnico concluiu que a permanência dos vegetais representava riscos à segurança dos pedestres, sobretudo pessoas com deficiência de mobilidade, além de ameaçar a integridade estrutural do condomínio e das redes de infraestrutura. Assim, foi recomendada a supressão das árvores, em conformidade com a legislação vigente: Artigo 31, inciso IV, da Lei Municipal nº 9.187/2017 (Plano Diretor de Arborização Urbana) e Artigo 15, inciso I, da Lei Municipal nº 9.148/2016 (Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo de Salvador)", disse a Seman.
Apesar da resistência de moradores, uma das árvores tombou naturalmente em julho de 2025. Após audiência realizada em 31 de julho, ficou acordada a erradicação dos demais exemplares. Ainda de acordo com a pasta, em setembro deste ano, equipes removeram a segunda árvore e realizaram podas na terceira, para permitir a circulação de pedestres e minimizar o impacto ambiental.
"Como medida compensatória, foi recomendada a substituição por espécies nativas e mais adequadas ao paisagismo urbano, em respeito ao equilíbrio ambiental e ao ordenamento urbano da cidade", finalizou a pasta.
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