Salvador

Moradores em rua no Alto do Cabrito sofrem com medo de deslizamentos em encosta

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As obras de contenção ainda não foram realizadas em encosta no bairro de Salvador (BA), e a equipe do Bnews foi até o local nesta terça-feira (19)  |   Bnews - Divulgação Bnews
Gabriel Santana e José Gabriel

por Gabriel Santana e José Gabriel

Publicado em 20/05/2026, às 05h45



Os moradores da Rua Oscar Duque de Almeida, no Alto do Cabrito, na região do Subúrbio de Salvador (BA), vivem com muito medo e angústia por causa de deslizamentos que atingem a encosta, causando insegurança até para dormir, principalmente em épocas de chuvas.

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A equipe de reportagem do Bnews foi até o local nesta terça-feira (19), para entender os problemas denunciados pela população. No último ano, o descaso que atinge o local já tinha sido noticiado pela reportagem, e a prefeitura até o momento ainda não realizou o apoio necessário para os cidadãos, que ficam assustados a cada vez que o período de chuvas ameaça provocar desabamentos de casas.

Uma moradora chamada Cristiane e que vive no local há 45 anos, aponta que na localidade que tem uma encosta e, conhecida como Primeira. Ela relata que o próprio pai e tios fizeram uma contenção com uma lona, porque costumeiramente, ao amanhecer sob chuva, era comum acordar com a casa rodeada de lama e água.

Outro morador, Marlon aponta que quando acontecem chuvas torrenciais no local, ele e a sua família, que tem uma filha pequena, fogem de casa sob o receio da encosta ceder e ele aponta que a situação é angustiante.

A moradora Priscila apontou que no ano passado, parte da encosta caiu e acabou atingindo a casa de sua avó e que, felizmente, não teria atingido ninguém. Ela aponta que não consegue dormir em épocas de chuva por conta do medo de que possa acontecer alguma coisa grave e cobra a prefeitura, pois segundo ela, a região só é lembrada em época de eleição.

A falta de estrutura básica já registrou acidentes graves em alguns pontos. Priscila aponta que após o episódio, a sua avó não pode viver no local pela insegurança e recebeu um auxílio-aluguel de R$ 300, valor que ela aponta ser insuficiente para custear um aluguel na periferia.

Outra moradora Iranildes denuncia a situação de um pé de cajá, que está na beira de um morro com uma lona para evitar deslizamento, mas que provavelmente não deve suportar a situação e pode causar acidentes em uma futura chuva que venha atingir o local.

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Versão dos órgãos públicos

Em nota para o Bnews, a Defesa Civil afirmou que já realizou uma vistoria na região acerca das situações de ameaça de deslizamento de terra e de solo para avaliar a segurança e que adotou medidas preventivas de riscos.

Além das medidas, o órgão teria solicitado a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) para que fossem realizados serviços de limpeza, manutenção da rua e a implementação de lonas plásticas.

A Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra) e a Superintendência de Conservação e Obras Públicas (Sucop) foram solicitadas pela Codesal para que realizassem estudos técnicos para a realização de obras de contenção nas encostas. Já a Secretaria Municipal de Manutenção da Cidade (SEMAN) apontou que a vistoria será realizada, mas não apontou o dia exato.

A Superintendência de Obras Públicas do Salvador (Sucop), procurada pela reportagem, não respondeu os contatos do Bnews até a finalização da reportagem.

Confira a reportagem completa do Bnews.

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