Salvador

MPBA reforça fiscalização após incidente com trio elétrico da banda Pagod'art no Furdunço

Jefferson Peixoto/Secom
Ministério Público da Bahia acompanha incidente com trio elétrico da banda Pagod'art que cedeu durante o Furdunço, sem feridos, mas com consequências legais  |   Bnews - Divulgação Jefferson Peixoto/Secom
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 09/02/2026, às 16h50



O Ministério Público da Bahia (MPBA) acompanha de perto o incidente envolvendo o trio elétrico da banda Pagod’art, ocorrido durante o Furdunço, pré-Carnaval de Salvador, no último sábado, (07). Na ocasião, a parte frontal da estrutura do trio cedeu e "emborcou" parcialmente, em razão do excesso de pessoas concentradas no local, onde costumam ficar músicos e convidados.

Baiana FM
De Cara com o Líder | Foto: Divulgação

Em entrevista ao programa De Cara com o Líder, apresentado pelo vice-governador Geraldinho, nesta segunda-feira (09), na Rádio Baiana FM (89,3), o promotor de Justiça Audo Rodrigues, subcoordenador do Plantão Integrado do MPBA no Carnaval 2026, destacou que o episódio ocorre apesar de tratativas prévias com os órgãos responsáveis pela segurança dos trios elétricos.

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Desde o início do ano, eu e o colega doutor Artur Ferrari tivemos reuniões com o Corpo de Bombeiros e fomos muito bem recebidos pelas entidades responsáveis, especialmente pela associação de trios elétricos, que também demonstrou preocupação com a limitação do número de pessoas em cima dessas estruturas", afirmou.

Segundo o promotor, o ocorrido no fim de semana acendeu um alerta. Ele ressaltou que, apesar de não ter havido feridos, o caso não será tratado apenas na esfera administrativa. "Para nossa infeliz surpresa, tivemos um episódio amplamente noticiado, em que a parte frontal de um trio elétrico se desprendeu, com muitas pessoas em cima daquele espaço", relatou.

Graças a Deus não tivemos vítimas, mas o assunto não vai passar em branco. O município já foi instado, estamos aguardando toda a documentação, e os responsáveis podem, sim, ser acionados criminalmente, a depender da análise jurídica. Existe o crime de expor pessoas a risco, com agravante quando envolve transporte de pessoas, que era exatamente o caso: pessoas sendo transportadas em cima de um trio elétrico. Isso ultrapassa a seara administrativa", destacou.

Para o Carnaval 2026, o MPBA promete rigor ainda maior na fiscalização. "Quero deixar claro para condutores, proprietários de trios, bandas e produtores: a fiscalização será rígida. Teremos, inclusive, monitoramento por drones nos circuitos. Vamos ser firmes, mesmo que isso incomode alguns", alertou. 

O nosso papel é garantir que não haja evento danoso. A prioridade é proteger o folião que está embaixo e também quem está em cima do trio. Todas essas estruturas têm capacidade máxima definida pelo Corpo de Bombeiros, e isso precisa ser respeitado", concluiu.

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