Salvador

Mulheres ocupam ruas da Barra em ato contra o feminicídio: 'Não podemos deixar que isso continue'

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Mulheres marcham na Barra contra o feminicídio  |   Bnews - Divulgação Bnews
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 14/12/2025, às 10h47 - Atualizado às 11h05



O domingo (14) ensolarado na capital baiana foi marcado pela união de dezenas de mulheres que marcharam pelas ruas do bairro da Barra em protesto contra o feminicídio. A historiadora Patrícia Pinto esteve presente no evento e compartilhou com a reportagem do BNews o propósito de participar do ato.

“Meu foco é a luta contra todo esse feminicídio que vem acontecendo contra mulheres em todo o país. Todo esse momento me traz muita angústia, e estar aqui hoje é dizer basta. Nós merecemos, é nosso direito sermos livres”, afirmou a manifestante.

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Patrícia ainda destacou a importância da mobilização coletiva. “Não podemos deixar que isso continue acontecendo sem nos manifestarmos. Sabemos que isso é fruto do patriarcado”, completou.

Outra participante do ato foi Andreia Paixão, mulher que sofreu uma tentativa de feminicídio e hoje atua no enfrentamento à violência contra a mulher.

“Eu sou uma sobrevivente. Apanhei, fui maltratada, humilhada. O abuso começa com os xingamentos, começa com um ‘você é louca’. Precisamos entender que, juntas, somos uma força e temos uma voz”, declarou.

“Estou aqui hoje representando todas as mulheres que foram brutalmente assassinadas”, acrescentou.

Durante o ato, outras manifestantes também ressaltaram a importância do apoio psicológico e de políticas públicas voltadas ao acolhimento e à proteção das mulheres vítimas de violência.  Se você consegue alguém que sofre violência psicológica, física ou patrimonio, disque 180 e ajude. 

A deputada estadual Neusa Cadore (PT), que esteve presente na 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, no Costa Azul, falou sobre a manifestação e destacou a importância da união da sociedade e do fortalecimento coletivo no combate a esse tipo de crime.

“Precisamos desse movimento, do engajamento da sociedade, que questiona e provoca reflexão em homens e mulheres, para que, em qualquer lugar, na igreja, na rua, possamos falar sobre o absurdo que é a violência contra a vida das mulheres”, afirmou.

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