Salvador
por Redação BNews, com informações de Silvânia Nascimento
Publicado em 18/02/2026, às 08h15
O tradicional Arrastão da Quarta-feira de Cinzas, que encerra o Carnaval nesta quarta-feira (18), reúne não apenas foliões que dão o último fôlego para curtir os trios elétricos, mas também ambulantes que trabalharam durante toda a folia e encaram mais um dia para garantir uma renda extra.
Ao BNews, as ambulantes Rosenildes e Joanice relataram que chegaram à Barra no dia 2 de fevereiro para trabalhar durante a Festa de Iemanjá, que aconteceu no bairro do Rio Vermelho, e permanecem na região desde então para garantir o espaço de vendas.
Segundo elas, a estrutura oferecida pela Prefeitura de Salvador é boa, mas a principal crítica é a falta de antecedência nas orientações sobre horários e acesso aos pontos de trabalho, o que atrapalha e prejudica o planejamento da categoria.
Apesar disso, as trabalhadoras elogiaram a estrutura de apoio, como banheiros, kit higiene, kit alimentação e espaço para banho. Ainda assim, apontaram dificuldades com deslocamento e descanso, já que saem tarde do circuito e precisam retornar poucas horas depois para retomar as vendas, já que não foi permitido dormir na área durante os dias de festa.
"A gente precisa sair daqui da Barra e caminhar até o ponto de ônibus no Calabar. Vamos andando com nossas máquinas de cartão, celular e objetos pessoais para não deixar aqui. Os isopores a gente deixa, mas é muito longe. A logística deveria mudar", desabafaram.
Rosenildes e Joanice também citaram a limitação na venda de apenas uma marca de cerveja, o que, segundo elas, impacta nas vendas, já que os próprios clientes pedem mais opções. Sobre o retorno financeiro, a avaliação é de lucro baixo. "É troca de moeda", disseram.
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