Salvador
Publicado em 19/02/2025, às 10h44 Rebecca Silva e Dandara Amorim
Durante a sétima reunião da audiência pública “Carnaval das Contradições”, promovido pela Câmara Municipal de Salvador, no Centro de Cultura da Casa, nesta quarta-feira (19), o presidente da Associação dos Moradores da Barra (AMABARRA), conversou com o BNews que busca dialogar sobre a organização dos ambulantes, poluição sonora e lixo descartado de forma indevida.
Waltson Campos, da AMABARRA, explicou que a prefeitura precisa repensar no modelo de Carnaval para o bairro, “porque está constatado, através de levantamentos, através da mídia, que esse agigantamento do Carnaval tem trazido problemas muito grandes. A cada ano vai aumentando cada vez mais”, destacou Campos.
Acompanhe a entrevista:
A mobilidade urbana é uma das questões citadas, pois “os moradores ficam impossibilitados de entrar e sair de sua casa quando quiser”, além disso, o representante afirmou que prejudica até o turismo na localidade, “os turistas estão na cidade e eles não conseguem usufruir, porque eles estão tumultuados. Você tem problemas de desorganização, porque a Semop não consegue fazer um cadastramento ideal, adequado para o espaço. Ou seja, os ambulantes têm que lutar para os seus espaços e eles fazem de todas as formas, inclusive marcando, pichando as ruas do bairro”.
O representante finalizou que o bairro não comporta mais o carnaval, “a gente percebe que o carnaval está crescendo de uma tal maneira que está sufocando e acabando com o bairro, que depois do carnaval fica lá largadas às traças”, criticou.
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