Salvador
Uma ação de fiscalização contra o transporte clandestino realizada pela Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) no Aeroporto Internacional de Salvador, assustou motoristas na manhã desta segunda-feira (13).
Inicialmente, condutores de aplicativos acreditaram que os reboques de veículos estavam sendo realizados pela Transalvador por causa do sistema "Kiss & Fly" e passaram a alertar colegas em grupos.
O "Kiss & Fly" (em tradução livre, "beijo e voo") estabelece limite de até 10 minutos para permanência de veículos no meio-fio, área destinada ao embarque e desembarque. A medida, que ainda está em fase de testes desde a última quarta-feira (8), tem gerado.
No entanto, conforme apurado pelo BNews, os veículos rebocados nesta segunda foram alvo de uma operação da Semob voltada ao combate ao transporte irregular.
Um vídeo enviado à reportagem mostra ao menos dois carros sendo retirados do aeroporto por um guincho da Transalvador. Diante da movimentação, um motorista de aplicativo que estava no local chegou a alertar colegas. "Fiquem atentos aí, viu? É chumbo grosso aqui no aeroporto", disse em áudio.
Em nota, a Semob confirmou que a operação resultou na abordagem de 25 veículos.
"Durante a fiscalização, quatro condutores foram autuados por infrações diversas e tiveram seus veículos removidos ao pátio. A Semob reforça que as operações de combate ao transporte irregular são realizadas diariamente em diferentes pontos da cidade", destacou o órgão.
Repercussão negativa do Kiss & Fly
A repercussão ocorre em meio às críticas ao novo sistema de acesso ao aeroporto. O vereador Randerson Leal (Podemos) se posicionou contra a medida e questionou a limitação de tempo para embarque e desembarque.
"Primeiro é um absurdo, mais uma vez, qualquer empresa ou qualquer estabelecimento comercial querer cobrar para o cidadão levar uma pessoa no aeroporto, em uma rodoviária, em qualquer lugar. Você limitar a ter 10 minutos para você embarcar ou desembarcar alguém é um absurdo", afirmou.
O vereador ainda afirmou que pretende acionar o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Procon contra a medida.
"Se alguém tiver alguma deficiência física, como é que vai ter 10 minutos para você entrar no carro, sair do carro? Ou seja, você vai receber um turista da cidade, você tem que sair correndo para não pagar mais uma taxa?", questionou.
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