Salvador
Publicado em 10/04/2025, às 14h00 Maurício Viana
Após falsos pintores corporais extorquirem turistas na região do Farol da Barra, em Salvador, profissionais credenciados pela prefeitura afirmam que estão sendo encurralados por policiais militares no Pelourinho, região do Centro Histórico da capital baiana.
Devido à pressão policial que alegam sofrer, os profissionais, que receberam capacitação da prefeitura, fizeram um apelo nas redes sociais, onde um deles se pronunciou representando a categoria.
“A gente quer uma resposta da parte da prefeitura, porque a gente está sendo acuado aqui no dia a dia fazendo nossa atividade física [sic] de pinturas corporais que a galera adora quando vem em Salvador fazer essa arte que faz parte da nossa cultura”, afirma.
“Representa muito pra gente essa arte tribal que a gente faz no corpo das pessoas e a gente quer uma resposta, porque a gente foi cadastrado e agora a gente está sendo acuado pela BPTur, pelo comandante Wellington, e a gente quer uma resposta sobre isso”, discorre.
Os profissionais afirmam que a perseguição está ocorrendo após uma situação ocorrida no Farol da Barra, que acabou impactando os profissionais que estão regulares com a profissão.
“O que está acontecendo é que a gente está sendo impedido, inclusive hoje de trabalhar aqui por um ocorrido que aconteceu no Farol da Barra que os meninos pegaram pincel e tinta e falaram que eram pintor sendo que não são pintores, são marginais e acabaram extorquindo um turista e fizeram uma pintura de duzentos reais e agora a gente está pagando o pato no Pelourinho onde foi licenciado e cadastrado os pintores”, explica o profissional que acrescenta que “Farol da Barra não existe pintor, Igreja do Bonfim não existe pintor, Rio Vermelho não existe pintor. Existe pintor no Terreiro de Jesus, Elevador Lacerda e Largo do Pelourinho”, declara.
Um outro profissional também se pronunciou, cobrando respeito, pois o interesse dos trabalhadores é realizar seu ofício e sustentar suas famílias.
“Todos nós somos pais de família, a gente acorda cedo todo dia pra vir levar o pão de cada dia pra nossa família. A gente não quer estar aqui fugindo de polícia e nem de Guarda Municipal, nem de ninguém. Aqui a gente quer trabalhar e não atrapalhar o serviço de ninguém [...] A culpa não é nossa de acontecer várias coisas pela cidade e um grupo arcar com toda a responsabilidade”, diz o trabalhador.
O BNews entrou em contato com a Polícia Militar para obter mais detalhes sobre as acusações atribuídas ao BPTur. Confira a nota:
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