Salvador

Semob explica acordo da Prefeitura de Salvador com banco para adquirir ônibus elétricos; confira

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Acordo com banco tem milhões de dólares em investimentos  |   Bnews - Divulgação Dandara Amorim/BNews

Publicado em 02/12/2024, às 08h39   Dandara Amorim e Maurício Viana



A aquisição de 100 ônibus elétricos para Salvador vem sendo alinhada entre a Prefeitura de Salvador e o Banco Mundial. O banco deve investir US$ 75 milhões de dólares (cerca de R$ 453 milhões) com a contrapartida da prefeitura, onde, somados os recursos, gera um valor de  US$ 93 milhões (cerca de R$ 560 milhões) para o projeto.

Os responsáveis do banco já estiveram em Salvador para realizar uma missão técnica. A primeira fase da aprovação é por meio da Comissão de Financiamento Externo (Cofiex), no Governo Federal, a qual a proposta já foi submetida. Em seguida, o projeto foi preparado para ser submetido no board do próprio banco, passando em seguida pelas tramitações no Congresso Nacional.

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Em entrevista ao BNews, o diretor de planejamento de transportes da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), Diogo Pires, falou a respeito da importância do investimento para o meio ambiente da capital baiana.

"Esse projeto se trata de uma ação, digamos assim, da prefeitura que foi plantada lá atrás, a gente vem trabalhando já com esse processo de buscar reduzir emissões, medidas de adaptação e miticação da mudança do clima", disse.

"Então, nesse contexto a prefeitura tem buscado explorar quais caminhos são possíveis para viabilizar isso, e um deles é através do financiamento e a aquisição da frota elétrica para a cidade de Salvador", acrescentou.

Pires também ressalta que o alto custo inicial resulta em benefícios a longo prazo.

"O que é mais bacana desse projeto quando se fala da aquisição de ônibus elétricos, são equipamentos que são mais caros, a gente está falando de ônibus que tem uma tecnologia mais avançada, o ônibus em si é mais caro, tem as baterias também, tem a infraestrutura de recarga, então a gente sabe que é um investimento alto inicial", destaca.

"A gente vê que tem um número expressivo de carros elétricos nas ruas, então as pessoas já conseguem entender isso. O custo inicial, de investimento inicial ele é relativamente mais alto que os convencionais, mas em compensação, a longo prazo [...] tem reduções significativas na parte operacional", contou o diretor.

No entanto, de acordo com a gestão municipal, a aprovação do recurso pelo banco ainda deve demorar mais um pouco.

"Esse é o rito normal para qualquer financiamento externo. São trâmites burocráticos e cada etapa toma certo tempo. A gente estima que a assinatura do financiamento com o Banco ocorra pelo meio do ano que vem", conclui.

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