Salvador
Com mais de 30 anos atuando como vendedora de feijão na tradicional Mudança do Garcia, a assistente social e professora de história, Claudia Farias, lembra com era a rotina em um dos mais irreverentes movimentos do Carnaval de Salvador. "Aqui, nessa Mudança do Garcia, eram poucas pessoas. Eram só os moradores; hoje já tem outras pessoas das adjacências, que são moradores, que são moradores dos outros bairros e ficou um pouco estreito para a gente que já tem um tempinho aqui", comentou Claudia Farias.
Uma das diferenças nessas quase três décadas que ela participa da Mudança foi a chegada do trio, pois antes era somente instrumento de percussão e de sopro. "Vai ficar tudo apertadinho [com a passagem do trio]. Vai ser um calor danado, mas tudo bem", conformou-se Claudia.
"Estou aqui como ambulante para inteirar o salário e vendo feijão aqui tem uns 30 anos, mais ou menos. Mas precisa melhorar a organização, pois chegam pessoas de outros lugares que não compreendem que a gente queria organizar mais, ser mais organizadinho", disse Claudia, que reclama ainda do fato de foliões jogarem lixo pelo chão.
O desfile desta segunda-feira (3) ocorre no bairro do Garcia e segue até as proximidades do Campo Grande, no Circuito Riachão, do final de linha do Garcia até a Passarela Nelson Maleiro, no Campo Grande.
Neste ano, a Mudança do Garcia contará com apresentações da Banda Frevância Elétrica e da Banda Samba de Farofa, oferecendo um repertório diversificado e animado para os foliões.
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