Salvador

Professora faz reflexão sobre desvalorização da Barroquinha, em Salvador: "Pessoas foram afetadas"

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A falta de movimento no comércio e desvalorização da Barroquinha levanta questões sobre a gestão urbana e o impacto do metrô na economia local  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais / Google maps
Natane Ramos

por Natane Ramos

Publicado em 01/07/2026, às 23h39



A profesora de História, estudante de Direito e palestrante, Ilmara Cecília, chamou a ão dos internautas ao compartilhar uma reflexão nas redes sociais sobre a desvalorização que a Barroquinha, bairro histórico de Salvador, vem sofrendo com o passar dos anos.

"Ontem nós estivemos na Barroquinha, que para quem é para quem é daqui de Salvador, sabe de o do que eu estou falando. Eu conhecia a Barroquinha, só de ouvir falar. Eu sou dos anos, eu sou do tempo em que a banda Saiu de Bamba cantava: Tira onda de Patricinha, mas compra roupa na Barroquinha. E a gente se acabava de dançar. E eu não fazia ideia do que era a Barroquinha. Vim morar em Salvador de 2021 para cá e hoje conheço a Barroquinha", declarou.

No registro, a professora relatou que foi ao bairro e se surprendeu com o estado em que ele se encontra. "Fomos ontem comprar a camisa da seleção para os meninos, embora estejamos zero eu zero empolgação para a Copa, mas David tinha que ir para a escola hoje com a camisa da Seleção. E eu que não sei passar por um ser humano vivo nessa terra sem trocar alguma coisa, sem conversar, sem sem bater um pé, um breve papo que seja, a loja completamente vazia, a rua deserta e aí eu comecei, aí eu fiquei observando isso, eu disse: 'P*rra, que estranho, né, em pleno São João, véspera de São João, praticamente, é ano de Copa e só que vazio, deserto'", declarou.

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Ilmara relatou que um vendedor explicou o motivo da movimentação baixa em um dos bairros que costuma ser um dos mais comerciais de Salvador. "Aí eu fui conversar com o dono da loja que também era o atendente que também era o vendedor. Aí ele falou assim: "Isso aqui há uma hora dessa, há uns 10 anos atrás, em 98 ele disse, 94 ele disse, acho que 94. Ele disse: 'Eu tinha 10 funcionários vendedores, um cara na porta chamando as pessoas, o locutor, né? É, uma gerente no caixa e outra pessoa a crediarista no balcão do lado onde ele estava nos atendendo'. E aí eu disse: 'Mesmo, moço, o que que aconteceu assim? Por que é isso, né?' Aí ele disse que quando instalou o metrô, que é lá lá para cima, na Lapa, tirou as linhas de ônibus ali da Barroquinha e isso foi o motivo de ter quebrado o comércio da Barroquinha", declarou.

A palestrante revelou que o vendedor afirmou que teria teentao denunciar o ocorrido na época, quando ACM Neto ainda era prefeito, mas o resultado não foi o esperado. "E aí ele disse: 'Conversamos, teve tudo, reunião, conversamos e ele garantiu que não haveria problema, que as pessoas se deslocariam da Lapa para cá'", explicou.

Reflexiva, a professora refletiu sobre o impacto da gestão na econimia de Salvador. "O que é mais importante? A mobilidade urbana ou quebrar um comércio inteiro? Só Só que a questão não foi a chegada do metrô. Não, pelo amor de Deus, o metrô vai ser e precisamos até de mais. O problema foi ter retirado as linhas de ônibus que passavam ali na Barroquinha. Que diminuiu bastante o tempo, ele me disse que tiraram todas as linhas. Eu de vez em quando vejo ônibus passando por ali, mas pelo que eu entendi reduziu e reduziu bastante. A rua estava deserta, isso era horário de movimento", declarou.

"E aí eu fiquei pensando sobre isso, né? As decisões que um representante político, o governante, quem tá gerindo ali, a cidade, o estado, o país, afeta tudo. E aí eu fico imaginando como essas pessoas foram afetadas", concluiu.

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