Salvador
Os professores da rede municipal de Salvador paralisaram as atividades nesta quarta-feira (25) e realizaram uma manifestação pelas ruas do centro da cidade para cobrar o cumprimento de acordos firmados com a Prefeitura.
O ato começou por volta das 10h, na Praça da Piedade, e seguiu em passeata até a Praça Municipal, em frente à sede da administração municipal.
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No local, a categoria apresentou uma série de reivindicações direcionadas ao prefeito Bruno Reis. Entre as principais reclamações está a falta de climatização nas escolas municipais, medida que, segundo os professores, foi prometida no acordo firmado após a greve de 2025, quando a rede municipal ficou mais de dois meses sem aulas.
Outro ponto criticado pelos manifestantes é a mudança na forma de pagamento de uma gratificação de 45%, que, segundo a categoria, foi incorporada ao salário-base para que o município atingisse o teto salarial dos professores.
Durante a mobilização, os educadores também alertaram que novas paralisações ou até mesmo uma greve não estão descartadas caso não haja avanço nas negociações com a prefeitura.
Em entrevista ao programa Giro Baiana, da rádio Baiana FM (89,3 FM), na terça-feira (24), o presidente da APLB-Sindicato, Rui Oliveira, afirmou que o ato tem caráter de advertência e não representa, neste momento, uma decisão de greve.
“É uma paralisação e um dia de protestos. O prefeito assinou um acordo, não cumpriu o acordo, mas está encaminhando uma mesa de negociação. Então é uma advertência que ficou decidida na última assembleia”, disse Rui.
Segundo o presidente, a mobilização foi aprovada em assembleia da categoria como forma de pressionar o cumprimento de compromissos assumidos pelo Executivo municipal.
No ano passado, os professores da rede municipal realizaram uma greve que durou mais de 60 dias. Na ocasião, a principal reivindicação era o pagamento do piso nacional da categoria, estabelecido pelo Ministério da Educação em R$4.867,77 para 2025.
Durante a manifestação desta quarta, os participantes também programaram a realização da chamada “Feira Master”, iniciativa voltada para denunciar supostas irregularidades envolvendo um banco acusado de fraudar o sistema financeiro. Segundo os organizadores, o objetivo é cobrar responsabilização e punição para os envolvidos no caso.
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