Salvador

Professores da rede municipal de Salvador mantêm protestos mesmo após decisão judicial que proíbe greve

BNews / Devid Santana
Prefeitura propõe reajuste de 4%, mas professores exigem cumprimento do piso salarial  |   Bnews - Divulgação BNews / Devid Santana

Publicado em 08/05/2025, às 11h16 - Atualizado às 13h02   Vagner Ferreira e Dandara Amorim



Mesmo após decisão liminar da Justiça suspendendo imediatamente a greve e determinando o retorno dos servidores às atividades em até 24 horas — sob pena de multa diária de R$ 15 mil — professores da rede municipal de Salvador continuam protestando na manhã desta quinta-feira (8), em frente à Secretaria Municipal da Educação (Smed).

Ao BNEWS, Denise Souza, coordenadora pedagógica do Coletivo de Coordenadores, afirmou que o movimento será mantido: “Os trâmites foram seguidos, e a gente não entende, inclusive, a decisão da Justiça. Não compreendemos, porque o objeto que dizem estar sendo negociado, de fato, não está”.

Assista a entrevista com a Denise Souza:

A mobilização teve início após a solicitação formal de reajuste salarial, protocolada em 17 de fevereiro pela APLB (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia) e o Coletivo de Coordenadores Pedagógicos da Rede Municipal de Salvador. Como não houve resposta da Smed, os professores realizaram um protesto em 12 de março e seguem com manifestações desde então.

A Prefeitura apresentou uma proposta de reajuste de 4%, em duas parcelas. Com isso, a Justiça entendeu que a gestão municipal está aberta ao diálogo e autorizou o desconto dos dias parados nos salários dos grevistas.

Denise Souza contestou a proposta e criticou a decisão judicial: “A prefeitura ofereceu um reajuste de 4% dividido em duas vezes e sequer tratou do piso. A diferença é de 58% — é isso que nos devem. Não entendemos por que, há 13 anos, o prefeito de Salvador não paga o piso salarial das professoras.”

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