Salvador
por Natane Ramos e Samyle Fonseca
Publicado em 29/05/2024, às 16h05
Nesta quarta-feira (29), professores da professores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) se reuniram em um ato de manifesto de defesa à educação pública, que ocorreu em frente à Reitoria.
Inscreva-se no canal do BNews no WhatsApp!
O protesto ocorreu junto com as 59 instituições federais que estão em greve há um mês devido aos cortes no orçamento e investimento salarial dos professores.
Durante o ato, os professores apareceram com cartazes, camisas, bandeiras e outras representações artísticas que mostravam a indignação do corpo docente com o atual estado da educação pública na Bahia.
Ao BNews, o professor Henrique Saldanha, falou sobre as principais reivindicações.
"Estamos no ato que marca os 30 dias de greve, mas que também marca a luta pelo orçamento da universidade, a recomposição orçamentaria. Nós pedimos pro governo federal recomposição orçamentaria de 2,5 bilhões, para garantir a estrutura dessa universidade, para que a gente possa fazer pesquisa, ensino e extensão", iniciou o representante.
O professor explicou o motivo do valor pedido não somente pelos professores, como também outros funcionários e pelos estudantes para o funcionamento da universidade.
"É o valor que os reitores indicaram para fechar as contas desse ano, porque acontece que hoje temos o orçamento, que é equivalente ao ano de 2014. A universidade cresceu, recebeu novos cursos e novos alunos, só que nosso orçamento está muito defasado", complementou.
"Também marca a greve dos professores que lutam por salário, e hoje o que está na mesa do governo, é que a gente faça que o governo dá para os professores a inflação do ano passado, para que a gente possa recompor nosso poder de compra, e uma negociação para os próximos três anos que garanta 18,5% de aumento", finalizou.
Vinicius Junqueira, estudante de Ciências Sociais da UFBA, também esteve no protesto e trouxe a sua perspectiva como aluno.
"A gente considera que a reivindicação salarial e reajuste das carreiras dos docentes e dos técnicos administrativos são essenciais para o funcionamento da universidade. É uma reivindicação absolutamente justa, mas acreditamos que tenha um problema maior que é um desinvestimento constante, que é um patrimônio do povo brasileiro, conquistado através de muitas lutas", refletiu o jovem.
A professora Celita Farel compareceu para demonstrar apoio ao corpo docente e falou sobre as dificuldades da educação para os professores da Bahia.
"A questão das condições objetivas de trabalho, do salário, da carreira, do orçamento para a educação. Tudo isso são variáveis que batem sim nas condições de trabalho, e nós precisamos trabalhar para elevar a capacidade teórica da população para dominar a cultura, a arte, a ciência, e isso necessita dos professores"

"Nós não podemos contribuir para a barbárie, deseducar um povo, deixar a população com um sistema educacional privatizado que só se interessa com o lucro. Vamos à luta! A sociedade precisa defender a educação e a universidade", declarou.
O técnico administrativo em educação e coordenador de comunicação da ASSUFBA, Antônio Bonfim Moreira, refletiu sobre a importância da unificação entre os técnicos, professores e estudantes.
"Os técnicos-administrativos, professores e estudantes unem esforços em uma greve para melhorias salarial e condições de trabalho, mas também denunciar o sucateamento do ensino público no Brasil", declarou.
Durante a assembleia da APUB, que apresentou a proposta do Governo Federal, na última sexta-feira (24), foram registrados 568 docentes, onde 369 dos votos foram contrários acerca da proposta, e 199 votos favoráveis.
"Quando não há negociação, é motivo para fazer a greve", comentou Lawrence Estivalet, professor Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA), durante a ocasião.
Classificação Indicativa: Livre
som poderoso
Som perfeito
Smartwatch top
Qualidade JBL
iPhone barato