Salvador
Salvador pode enfrentar uma nova paralisação no transporte público nos próximos dias. Os rodoviários da capital baiana realizam, nesta quinta-feira (14), uma Assembleia Geral Extraordinária para discutir os rumos da campanha salarial de 2026. O encontro acontece na sede do sindicato, no bairro de Brotas, em dois horários: às 9h30 e às 15h30.
A reunião ocorre em meio ao impasse nas negociações com os empresários do setor. Segundo a categoria, não houve avanço nas propostas apresentadas até agora. Diante disso, os trabalhadores vão decidir os próximos passos do movimento, que pode incluir novas mobilizações ou até a decretação de estado de greve.
Negociação travada e pressão da categoria
A campanha salarial dos rodoviários começou no fim de março. Desde então, ao menos quatro reuniões foram realizadas, mas sem acordo. De acordo com o sindicato, ainda não há contrapartidas consideradas satisfatórias por parte das empresas. Entre as principais reivindicações estão:
Mediação marcada para sexta-feira
Apesar do clima de tensão, uma tentativa de acordo ainda está em andamento. Após reunião com o prefeito no início da semana, foi agendada uma mediação entre trabalhadores e empresários.
O encontro será realizado na Superintendência Regional do Trabalho, na sexta-feira (15). A expectativa é de que a reunião possa destravar as negociações e evitar uma paralisação mais ampla.
Mobilizações já impactam a cidade
Nos últimos dias, Salvador já sentiu os efeitos da mobilização. Os rodoviários realizaram protestos e adotaram estratégias como a “operação tartaruga”, reduzindo a velocidade dos ônibus em avenidas importantes.
Também houve atrasos na saída de coletivos em garagens e circulação restrita à faixa da direita em algumas vias. As ações provocaram congestionamentos e afetaram a rotina de milhares de passageiros.
Greve caiu após negociação em 2025
No fim de maio do ano passado, o Sindicato dos Rodoviários se preparavam para mais uma greve que foi suspensa quatro horas de reunião no Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA), com trabalhadores e empresários. Na época, o ponto mais sensível também girava em torno do salário. A categoria bateu o pé por um aumento acima da inflação e conseguiu emplacar 5,32%.
Antes disso, a proposta das empresas estacionava em 2,42%, valor que vinha sendo rejeitado nas rodadas anteriores. A virada aconteceu dentro do TRT, no bairro de Nazaré, onde a negociação ganhou outro ritmo.
"A disposição dos interessados [para] dialogar, porque compreendem a dificuldade, os transtornos e o dano para a cidade que é uma greve desta dimensão. [Além] da compreensão das dificuldades que ambos experimentam em suas realidades [foram essenciais para o acordo]", afirmou o presidente do órgão, Jéferson Muricy na época para imprensa.
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