Salvador
A Prefeitura de Salvador lançou mais uma edição do Programa Afroestima, para capacitação para afroempreendedores de Salvador. A aula inaugural aconteceu no auditório Makota Valdina, na sede da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), no Comércio, na tarde desta terça-feira (19).
O projeto conta com a parceria do British Council e a execução do Instituto IRIS, oferecendo cursos gratuitos nos segmentos de gastronomia, moda, bem-estar, artesanato, acessórios, arte e cultura. As aulas acontecem até o dia 29 de outubro, em formato híbrido, presencial e online.
Para seguir recebendo os investimentos do British Council, foi assinado o aditivo ao acordo de cooperação para que o Afroestima, iniciativa no âmbito do Programa Salvador Capital Afro. Durante a solenidade, a vice-prefeita e secretária municipal de Cultura e Turismo de Salvador, Ana Paula Matos, destacou o impacto do projeto na vida da população negra soteropolitana.
"É o movimento de uma cidade que se posiciona como uma uma cidade antirracista e com políticas públicas eficientes. Mas nenhum governo é capaz de resolver, sozinho, um problema histórico. A gente precisa, de fato, entender o nosso papel de fomento e de capacitação, mapear os nossos valores e construir essa rede, mostrando para o mundo nosso talento.”, afirmou ela.
Em seguida é anunciou a criação de linhas de crédito específicas com foco em fomento, e acesso ao mercado nacional e internacional. “Continuaremos trabalhando a fim de buscar investimentos e parcerias para levar os empreendedores a eventos e feiras, impulsionando a economia e promovendo a equidade racial", ressaltou Ana Paula.
A secretária municipal da Reparação (Semur), Isaura Genoveva, celebrou a lotação de pessoas negras no auditório. “Muito me orgulha estar numa gestão que pensa todos os dias como empoderar o povo preto. O Afroestima é o resultado disso. Desejo que a gente tenha vários ciclos e que esse curso de formação possa impactar a vida de muitas outras pessoas, que cheguem a milhões de ciclos, e que a gente possa viver uma Salvador cada vez melhor. Espero que a gente, num futuro próximo, não tenha mais que discutir tanta dor, e que a gente exija melhores condições, melhores lugares, na a certeza de que quem está na gestão desta cidade, está trabalhando e pensando para poder entregar mais e viabilizar uma verdadeira reparação em nossa cidade”, afirmou.
A chefe do Gabinete Salvador Capital Afro, Ivete Sacramento, ressaltou que o projeto promove autoestima e traz valor a mão de obra negra da capital baia através do empoderamento dos empreendedores.
“Queremos ouvir esses empreendedores e viabilizar uma verdadeira autoestima, fazer com que os nossos 82% de empreendedores negros da Bahia entendam que eles precisam caminhar para a monetização da mão-de- obra negra da cidade de Salvador”, ponderou.
O Diretor de Artes Brasil no British Council, Rafael Ferraz, destacou o impacto da política pública para a população afrodescendente de Salvador, com dados que comprovam os resultados.
“Acho que essa sala cheia demonstra a relevância e a consistência do programa. Considero, também, importante a gente olhar esses números que materializam a efetividade dessa iniciativa. Esse monitoramento e essa avaliação mostram o que os afroempreendedores vão encontrar pela frente, e nos dão novos caminhos, para que essa capacitação seja cada vez mais eficaz”, argumentou Ferraz.
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