Salvador

Sindicato rebate Prefeitura e diz que imagens de servidores agredidos foram tiradas de contexto

Reprodução/Whatsapp

De acordo com o Sindseps, uma funcionária da Sempre iniciou as agressões contra o grupo

Publicado em 27/05/2022, às 18h30    Reprodução/Whatsapp    Redação

A diretoria do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps) se pronunciou sobre o caso em que servidores da Sempre foram agredidos nesta sexta-feira (27), na sede do órgão no bairro do Comércio.

Segundo o sindicato, o trecho da gravação foi divulgado "com a clara intenção de depreciar a ação sindical e tentar imputar injustas acusações, como tem sido prática recorrente" da atual gestão da secretaria. A diretoria da entidade disse repudiar o uso de fragmentos "como forma de macular a imagem de uma entidade respeitada e seus dirigentes".

O comunicado diz que, naquele momento, psicólogos e assistentes sociais protestavam contra práticas de assédio moral sofridas pelos profissionais, quando alguns funcionários terceirizados e outros comissionados tentavam a todo momento romper a manifestação. 

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"Em clara afronta ao trabalho sindical, essas pessoas afirmavam que não respeitariam as presenças dos trabalhadores e sindicalistas. Apesar da outra entrada ao público do prédio sem qualquer obstáculo, insistiam em passar pelo local do protesto. Uma mulher não identificada adentrou ao elevador de forma abrupta e ao ser contida iniciou ofensas verbais e agressões físicas contra todos os manifestantes e em direção de Juliete Barreto, mobilizadora do Movimento PSI e que atua como psicóloga, expulsando-a do equipamento de forma agressiva. Ao ver a injusta agressão à sua cônjuge, o esposo da mesma que observava o protesto, tentou protegê-la e como não tinha sido identificado foi contido pelos sindicalistas para não ampliar a confusão", prossegue o Sindseps.

O sindicato afirmou que obteu imagens onde uma mulher estaria empurrando Juliete para expulsá-la do elevador da Secretaria. No início dela, o diretor do sindicato, Bruno Carianha, estaria com as mãos ao alto apesar de estar sendo agredido pela mulher que afirmava ser funcionária da secretaria.

As agressões contra Juliete teriam acontecido quando o sindicalista foi retirado do local e as agressões foram desferidas contra a psicóloga Juliete Barreto que foi empurrada para fora do elevador de forma agressiva e de forma corajosa, retornou e seguiu o deslocamento dentro do equipamento com a agressora. Em seu retorno, muito abalada, a mesma declarou à sub-secretária da Sempre que não reunião condições psicológicas de interagir no diálogo aberto com a gestão após ter sido ofendida e agredida por uma outra mulher sem que pudesse se defender ou ser defendida por seu marido e colegas.

De acordo com o comunicado, Juliete seguiu para prestar queixa em uma delegacia sobre as agressões sofridas. O diretor do Sindseps afirmou que "nunca comenteria agressão a qualquer pessoa" e que não revidou as agressões que teria sofrido no local. A entidade sindical afirmou ainda que, após a confusão, a Sempre recebeu o grupo e marcou uma reunião com a Secretaria Municipal de Gestão (Semge).

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