Salvador

VÍDEO: Mãe de criança autista diz ter sido agredida em restaurante popular de Salvador após pedir prioridade; Prefeitura se pronuncia

Valter Pontes / Secom
Além de agredida, mãe diz ter sido perseguida por funcionário e humilhada pela gerente do restaurante popular  |   Bnews - Divulgação Valter Pontes / Secom

Publicado em 03/09/2024, às 17h40   Redação BNews



A mãe de uma criança autista procurou a 3ª Delegacia Territorial/Bonfim, em Salvador, na última segunda-feira (2), para registrar uma queixa alegando ter sido agredida psicológica e fisicamente no restaurante popular no bairro dos Mares, inaugurado em maio. Segundo a mulher, que não revelou o próprio nome, ela não conseguiu prioridade no atendimento e foi perseguida por um funcionário do local.

"Vim dar uma queixa porque fui agredida e coagida em um restaurante popular, pois não quiseram me dar prioridade, dizendo que meu filho não tinha direito. O funcionário me perseguiu, dizendo o que era a lei de verdade. Colocou a lei no meu rosto, foi atrás de mim, dizendo que eu estava inventando a lei, que meu filho deveria pegar fila como todo mundo", iniciou a mãe.

Na sequência, a mulher disse que foi humilhada pela gerente, que também teria negado qualquer tipo de prioridade para a criança atípíca.

Em nota enviada ao BNews, a Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), comunicou que a mulher adentrou o Restaurante Popular Vida Nova, localizado no bairro dos Mares, exigindo atendimento imediato, para ela e seu filho que possui Transtorno do Espectro Autista (TEA).

"Para ela, foi informado a forma de acesso para aqueles com perfil de prioridade, que conforme legislação são as pessoas com deficiência, idosos a partir dos 60 anos, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo, pessoas obesas, pessoas com transtorno do espectro autista ou com mobilidade reduzida e doadores de sangue, e foi disponibilizado almoço para ela e seu filho", prosseguiu a pasta.

Porém, segundo a Prefeitura, a mulher retornou ao restaurante quando o mesmo já estava fechado, acompanhada de outras representantes da Associação Mães Guerreiras, e os mesmos esclarecimentos foram prestados.

"A fim de realizar uma escuta social, orientar e tirar dúvidas sobre o funcionamento dos equipamentos, foi agendada uma reunião, com membros do coletivo e gestores do serviço, para que os assistidos possam continuar acessando o Restaurante, sendo mantido o objetivo que é a garantia da segurança alimentar", finalizou a pasta.

Classificação Indicativa: Livre

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