Salvador
por Alex Torres
Publicado em 17/02/2025, às 15h15 - Atualizado às 16h25
Uma ação da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) gerou transtornos, na noite do último sábado (15), no bairro do Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador. Uma barraca foi apreendida por estar atuando de forma irregular e causou tumulto entre agentes da pasta, funcionários do estabelecimento e clientes.
O ponto em questão fica na Rua Direita de Santo Antônio, mais precisamente em frente ao restaurante Oliveiras. O proprietário da barraca, identificado como Tony Oliveira, contou que o quiosque ficava em frente ao estabelecimento, com anuência do point, mas foi notificado por estar atuando em local proibido.
Em contato com a reportagem do BNews, o dono da barraca contou que a denúncia teria partido de um outro empresário que atua no local. "Essa é a segunda vez que acontece isso. Da primeira vez, levaram nossas bebidas, nossos materiais e deixaram as barracas", relatou.
Tony disse ainda que agentes da Semop afirmaram que o quiosque não poderia ficar em frente ao Oliveiras, porque atrapalhava a passagem de pessoas na região. Eles explicaram que a barraca funcionava em parceria com o restaurante, mas não tiveram sucesso.
"Chegaram lá sem dar nenhuma explicação, foram levando nossos itens, fechando as barracas. Os clientes que estavam na hora também tentaram salvar parte do nosso material e aconteceu toda aquela situação. Tinham vários vendedores do mesmo ramo no local e fizeram isso apenas com nossa barraca. Então já começo a achar que pode ser algo pessoal", afirmou Tony.
O BNews entrou em contato com a Semop, que informou que a ação aconteceu após pedido da Prefeitura-Bairro visando o ordenamento no Centro Histórico, cumprindo determinação do Ministério Público (MP-BA). A pasta confirmou ainda que o 'ambulante' teria sido retirado por "ocupar indevidamente um espaço público".
"Todos os comerciantes informais foram previamente notificados sobre as irregularidades e a necessidade de desobstrução da área, uma vez que suas estruturas comprometiam a mobilidade, obstruindo os passeios públicos e a via de trânsito", explicou a pasta em nota.
A Semop reforçou ainda que o quiosque operava com uma banca de madeira instalada diretamente na via, "utilizando facas e armazenando mais de 50 garrafas de vidro, o que agravava o risco para os frequentadores e para o próprio comerciante".
"Diante da irregularidade, foi emitida notificação para a retirada imediata dos equipamentos [...] Durante a ação, um servidor foi alvo de ameaças de morte por parte de uma mulher trajando farda. O caso foi registrado e encaminhado às autoridades competentes para as devidas providências", completou a Semop.
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