Salvador

VÍDEO: Professores da rede municipal protestam por piso salarial e ameaçam greve: 'A culpa vai ser do prefeito'

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A paralisação ocorre em frente à SEMGE, com professores pressionando o prefeito Bruno Reis por respostas sobre o piso salarial  |   Bnews - Divulgação BNews

Publicado em 09/04/2025, às 11h07   Vagner Ferreira e Victória Valentina



Professores da rede municipal de ensino realizam, mais uma vez, na manhã desta quarta-feira (9), uma paralisação e manifestação em prol do aumento do piso salarial e por melhores condições de trabalho. A concentração teve início em frente à sede da Secretaria Municipal de Gestão (SEMGE), no Dois de Julho, e deve seguir até a Prefeitura de Salvador.

Em entrevista ao BNews, Rui Oliveira, professor e coordenador-geral da APLB (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia), afirmou que o intuito da manifestação é pressionar o prefeito Bruno Reis sobre a proposta do pagamento do piso salarial, cuja pauta foi entregue no dia 18 de janeiro e, até agora, não obteve resposta por parte da gestão.

"Esperamos que ele cumpra a lei. O piso é uma lei federal, de R$ 4.867,77, mas há professores da rede municipal ganhando R$ 3 mil. É inadmissível que o prefeito não queira cumprir a lei do piso. Se for preciso, nós podemos fazer greve. Por enquanto, estamos fazendo paralisações, mas se continuar a intransigência, a culpa da greve vai ser do prefeito", afirmou. 

Elza Melo, diretora do Sindicato, reforçou a falta de respostas do gestor municipal. "Estamos realizando mais uma paralisação aqui em frente à SEMGE para que o secretário Alexandre Almeida Tinôco marque uma negociação e atenda o sindicato. A categoria está firme. Estamos realizando atividades, manifestações, assembleias com bastante presença da categoria. Se o executivo municipal não atender, vamos radicalizar e vamos fazer greve", destacou.

A professora da rede municipal de ensino, Marilene Bretos, destacou a realidade precária em sala de aula. Segundo a educadora, a falta de climatização é um dos grandes problemas. "Não há condição de ter aprendizado em um ambiente insalubre", disse.

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