Eventos / São João
Publicado em 20/06/2025, às 21h26 Bernardo Rego e Aina Soledad
Uma das atrações do Parque da Cidade nesta sexta-feira (20), o forrozeiro Del Feliz comentou sobre como pensa o repertório antes das apresentações diante de uma sociedade em constante mudança.
“A ideia da atualização, ela foi uma constante inclusive para o Luiz Gonzaga. Ele criou o forró num formato com alguns instrumentos. Aí no início tinha sete portas, tinha cavaquinha, tinha bandeiro. E ele definiu depois que o formato definitivo, entre aspas, seria sanfona, zabumba e triângulo… A minha preocupação é: a minha música deve ser moderna porque ela precisa comunicar com os jovens. Eu tenho uma responsabilidade muito grande com o que eu digo nas minhas músicas, empresto a minha voz para algumas causas importantes e eu acho que esse também um papel nosso”, contou, ao ressaltar que tenta acompanhar as músicas atuais.
“Desde que isso não me desmotive, porque eu não posso abrir mão de uma coisa com a qual eu me identifico, de uma tradição, já que eu faço essa defesa, eu não me sentiria confortável de ter que jogar fora tudo o que eu me identifico e sinto fazendo, eu me sinto bem. É um orgulho muito grande fazer forró então eu vou mesclando”, explicou.
Para ele, a mistura de ritmos não representa um problema. “Eu acho que o problema é quando você resolve que você vai fazer uma outra coisa porque está na moda, e aí você sacrifica toda uma história. Você tira os elementos importantes, vai para o apelo de dizer aquilo que você acha que as pessoas querem ouvir, e com todo respeito às pessoas que me acompanham, eu não vou dizer o que as pessoas querem ouvir, eu vou dizer o que eu acho que pertinente e que é necessário instigar reflexões e dizer o que eu acho que é bacana”, concluiu.
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