Além da seca e da greve dois professores, o governador Jaques Wagner talvez tenha que enfrentar mais um problema. Com o slogan “Chega! A Saúde na Bahia precisa de tratamento”, os trabalhadores da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) realizam assembleia geral nesta quinta-feira (17), às 17h, no auditório do Sindicato dos Bancários, nas Mercês, e existe possibilidade de ser aprovado um indicativo de greve.
Na pauta de reivindicação, apresentada pelo Sindimed e Sindsaúde ao governo, estão gratificação sobre desempenho, licença prêmio, aposentadoria e o pagamento da URV. Esta última é bandeira de outros servidores, como os próprios docentes.
A equipe do Bocão News entrou em contato com a Sesab que disse estar aberta à negocições. "A Sesab tem feito a parte dela. Temos negociado e a greve é um direito legítimo. Esperamos que a população não sofra com isso mas, cabeça de líder de sindicato é terra de ninguém", afirmou a assessoria de comunicação do órgão.
Educação
Os manifestantes cobram reajuste de 22,22% para que a categoria atinja o piso salarial de R$ 1.451,00, como está previsto em portaria do Ministério da Educação (MEC). De acordo com o presidente da APLB-Sindicato, Rui Oliveira, os professores farão um novo ato público nesta sexta-feira (18).
“A ideia é fazer a lavagem das escadarias da Igreja do Bonfim. A concentração acontece no Largo dos Mares, às 9h”, informou Rui Oliveira, presidente do sindicato. No início do mês, em outro protesto, eles venderam frutas na Praça da Piedade para complementar a renda em função do corte dos dias não trabalhados.
O secretário de Educação do Municípío e presidente estadual do PTN, João Carlos Bacelar, aproveitou a manhã desta quarta (16), para enaltecer o trabalho realizado pela pasta e criticar a postura do Governo do Estado com relação à greve dos professores, que já dura 35 dias.
Em entrevista concedida ao Programa do Bocão, na Rádio Sociedade, Bacelar afirmou que educação é uma prioridade da gestão do prefeito João Henrique (PP) e que "não é uma determinação, mas sim, vontade política", ressaltou o secretário, criticando Jaques Wagner. "Precisa ter vontade polítca. O governo não prioriza a educação".
Ainda alfinetando o governador, Bacelar disse que o único, de fato, que tem vontade política voltada para a educação é o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
Bacelar pontua que, "hoje, no município, a carreira de magistério é atraente e concorre com qualquer outra profissão do mercado", disse. Atualmente, um professor recebe - por 40 horas de trabalho, R$ 3.500. "A última faixa chega até R$ 10 mil", afirmou Bacelar.
Seca
Mais de 230 municípios baianos estão em situação de emergência por conta da ausência de chuvas no estado. Essa estiagem é considerada a pior seca dos últimos 30 anos, com mais de 2,7 milhões da população afetada. A falta de água nestes 239 municípios intensifica um outro problema: a falta de dinheiro.
O impacto do fenômeno na economia baiana será de R$ 3,8 bilhões a menos em 2012, no pior, 7,7 bilhões, de acordo com levantamento concluído recentemente pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) - vinculada à Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan).