Saúde

Visita surpresa no Clériston Andrade flagra funcionários fujões

Alberto Coutinho/Agecom

Secretário mandou avisar que casos serão apurados e punições são possíveis

Publicado em 15/01/2013, às 06h25    Alberto Coutinho/Agecom    Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)

O secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla, juntou um séquito para acompanhá-lo em uma visita-surpresa ao Hospital Geral Clériston Andrade na manhã desta segunda-feira (14) e viu uma situação vexatória na unidade médica. De todos os médicos escalados para o período de trabalho e outros profisisonais concursados e terceirizados, cerca de 50% não estava no local. Enquanto isto, a população sofria uma longa espera e sem nenhuma certeza de atendimento.
Além de Solla, estavam presentes no local o deputado estadual, Zé Neto, da superintendente de Atenção Integral, Gizelia Souza, de José Walter Santos, diretor da Rede Própria, e técnicos da Sesab. Juntos, viram corredores lotados e, ao conferir a escala do plantão, flagraram metade dos trabalhadores, entre médicos, enfermeiros e terceirizados das mais diversas funções, em local desconhecido. Decepcionado, o secretário disse que os fujões terão os casos analisados individualmente pela Corregedoria da Sesab e, caso as falhas fossem comprovadas, responderiam a processo administrativo, teriam descontos na folha de pagamento e outras sanções.
Além disto, Solla prometeu também implantar um novo sistema de conferência do comparecimento dos profissionais nos hospitais baseado em relógios de ponto digitais. A idéia é exatamente diminuir a fraude no comparecimento na rede estadual. “Estamos intensificando as medidas de acompanhamento e controle com a implantação do ponto digital e com as fiscalizações não agendadas previamente para verificar a presença dos profissionais”.
Na semana passada, o Hospital Manoel Vitorino já tinha sido visitada pela Sesab e, por lá, pelo menos 25% dos trabalhadores de diversas funções haviam faltado. As inspeções-surpresa vão continuar porque, de acordo com Solla, a população, em contato com a Ouvidoria do Estado, queixa-se bastante da falta de médicos, ao mesmo tempo em que, nos registros oficiais, jamais há qualquer tipo de desfalque, o que levou à suspeita. Anteriormente, as visitas eram feitas com agendamento prévio. Todos os hospitais da Bahia serão inspecionados desta maneira e cada processo idêntico durará uma semana em cada unidade.

Publicada no dia 14 de janeiro de 2013, às 16h26

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