Saúde

Empresas MRM e SM Gestão Hospitalar vão administrar o Instituto Couto Maia

Proposta vencedora na licitação foi de R$ 42 milhões anuais

Publicado em 25/01/2013, às 08h32        Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)

A licitação do Instituto Couto Maia realizada nesta quinta-feira (24) na Bolsa de Valores de São Paulo teve como vencedor o Consórcio Couto Maia, formado pelas empresas MRM e SM Gestão Hospitalar. A proposta financeira apresentada para a gestão condominial da unidade hospitalar foi de R$ 42 milhões anuais. O valor apresentado pelo consórcio estava estimado no edital de licitação.

O hospital, que vai ser construído em Salvador, é a segunda unidade da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) a utilizar o modelo de gestão Parceria Público Privada (PPP). O primeiro foi o Hospital do Subúrbio.

O contrato de concessão vai ser assinado em março e a previsão é que as obras sejam iniciadas ainda no primeiro semestre deste ano, sendo concluída em 2014. A estimativa é que a empresa vencedora invista R$ 97,3 milhões para a construção da unidade e para a aquisição dos equipamentos. As novas instalações do Instituto Couto Maia serão erguidas em Águas Claras, onde hoje funciona o Hospital Dom Rodrigo de Menezes. O consórcio vencedor ficará responsável pela construção do hospital, pela manutenção predial e dos equipamentos, pela segurança, limpeza, higienização e fornecimento de alimento para os médicos e funcionários.

“Para nós é um desafio esse tipo de investimento. Mas analisamos todas as possibilidades e aceitamos esse novo eixo de trabalho”, afirmou Emanuel Vasconcelos, representante do consórcio Couto Maia.

O Instituto contará com 155 leitos (sendo 30 de UTI) e será especializado em doenças infecciosas e parasitárias. Entre as doenças que podem ser tratadas na unidade hospitalar estão: hanseníase, meningite e leptospirose. Outro objetivo é tornar o novo Couto Maia um centro de referência internacional em pesquisa no campo de doenças infecciosas.

De acordo com o secretário da Saúde, Jorge Solla, o Governo do Estado vai ser responsável pela disponibilização da equipe médica, grande parte composta por profissionais que trabalham no atual Hospital Couto Maia e do Dom Rodrigo de Menezes, qualificados no tratamento de doenças infecciosas.

O Instituto vai contar com atendimento de urgência e emergência e assistência ambulatorial. Nele, será implantado serviço de apoio diagnóstico; com equipamentos de radiologia; ultrassonografia; tomografia computadorizada; endoscopia digestiva; eletrocardiografia; eletroencefalografia. Também haverá centro cirúrgico; ampliação do CRIE (Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais); implantação de Agência Transfusional; Serviço de Reabilitação; modernização e Implantação de Serviços de logística. O projeto também prevê a construção do memorial Couto Maia e Dom Rodrigues de Menezes.

Fim do leprosário

O secretário Jorge Solla considera o encerramento das atividades do Hospital Dom Rodrigo de Menezes um resultado extremamente positivo para a saúde pública. “Não cabe mais na sociedade atual um leprosário. A modalidade de atendimento à pessoa com hanseníase é ambulatorial dentro dos serviços, como qualquer outra doença infecciosa”, afirmou o secretário.

Publicada no dia 24 de janeiro de 2013, às 15h44


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