Saúde
Após passar por procedimentos cirúrgicos estéticos em uma clínica privada localizada no bairro de Ondina, em Salvador, uma mulher, identificada como Weruska Rendal de Carvalho, de 54 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (18). Os familiares da vítima acusam a unidade médica de não ter realizado o procedimento corretamente, acionando a polícia para investigar o caso.
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De acordo com informações obtidas pelo BNews, ela passou por cirurgias simultâneas na região abdominal, nas pernas e nos glúteos. Os procedimentos teriam começado por volta das 9h e terminado à meia-noite, quando ela sofreu uma parada cardíaca e morreu.
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Tendo em vista esse caso, o médico especialista em cirurgias plásticas, Victor Felzemburgh, alertou sobre os riscos da realização de procedimentos estéticos em clínicas e afirmou que a busca por informações dos profissionais e do local em que o procedimento será realizado é essencial.
"Importante averiguar se esses cirurgiões são registrados no Conselho Federal de Medicina (CRM) com RQE, que é o título de registro de qualificação de especialista, indica que esses médicos têm treinamento e habilitação própria para operar", explica.
Outro fator relevante na realização das cirurgias, é a experiência da clínica e a segurança dos procedimentos realizados. "Avaliar se a clínica tem vários cirurgiões conhecidos, se as cirurgias são realizadas com segurança e se a unidade de saúde foi qualificada para esses procedimentos são pontos importantes", reforça Felzemburgh.
Quanto aos riscos, o especialista destaca que, como qualquer outra cirurgia, as plásticas podem apresentar complicações como infecções, sangramentos e reações adversas à anestesia. No entanto, ele explica que esses riscos costumam ser menores do que em cirurgias mais invasivas.
"A cirurgia plástica tem uma proporção muito menor de complicações em comparação a procedimentos que envolvem abdômen, tórax ou coração, pois são cirurgias mais superficiais", esclarece.
Outro aspecto importante é a avaliação prévia do paciente. Segundo Felzemburgh, antes de qualquer intervenção cirúrgica, são solicitados exames para verificar as condições de saúde e discutir os riscos com o cirurgião. "Toda cirurgia tem algum tipo de risco, e essa discussão é essencial para a tomada de decisão consciente do paciente", destaca.
Embora existam diferenças entre clínicas especializadas, hospitais-dia e hospitais de alta complexidade, Felzemburgh ressalta que o local da cirurgia não altera significativamente o índice de infecção ou sangramento, desde que sejam seguidas as normas e fiscalizações das agências de saúde.
"As unidades são organizadas para fazer cirurgias de acordo com o porte adequado, e todas são fiscalizadas pelos órgãos competentes", conclui.
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