Saúde
Os recentes casos de AVC envolvendo o youtuber Pirula e morte da ex-participante do The Voice Kids, a cantora Karen Silva, de 17 anos, mostram uma realidade preocupante para os jovens. Trata-se do aumento da incidência dessa doença entre pessoas jovens.
O site Liga da Notícia entrevistou o neurologista Dr. Jamary Oliveira Filho, coordenador do serviço de neurologia do Hospital Mater Dei Salvador e professor titular de Neurociências da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ele citou três fatores que contribuem para ser alvo de um AVC, doença geralmente associada ao público mais velho.
⚠️ São eles:
Enquanto campanhas de combate ao tabagismo têm reduzido significativamente o número de fumantes entre adultos e idosos, os jovens apresentam uma tendência oposta, com crescente uso dessas substâncias”, inicia o doutor.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea.
O segundo fator é a heterogeneidade das causas do AVC em jovens. Diferentemente dos adultos, cujos fatores de risco como hipertensão, diabetes e dislipidemia são bem definidos e tratados, os jovens apresentam causas mais variadas, tornando a prevenção mais complexa. O terceiro aspecto é a menor preocupação da juventude com a própria saúde. Muitos negligenciam sinais de alerta e não realizam check-ups regulares, o que dificulta a detecção precoce de fatores de risco”, alertou Dr. Jamary.
Existem dois tipos de AVC: o hemorrágico e isquêmico. O tipo hemorrágico, que ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia. Já o AVC isquêmico, ocorre quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para células cerebrais, que acabam morrendo.
Ainda durante a entrevista, o especialista citou algumas recomendações que podem ajudar a reduzir as chances de ter um AVC.
Praticar atividade física regularmente, adotar uma dieta saudável, rica em proteínas e com baixo teor de gorduras, realizar exames médicos periódicos para monitorar níveis de colesterol, triglicerídeos e pressão arterial, combater a obesidade por meio de hábitos de vida saudáveis”.
E completa: “A conscientização sobre os riscos e a adoção de medidas preventivas são essenciais para reverter essa tendência e proteger a saúde dos jovens”, concluiu.
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