Saúde
Publicado em 22/06/2025, às 13h48 - Atualizado às 16h00 Analu Teixeira
Com a chegada das temperaturas mais baixas, muitas pessoas recorrem a banhos quentes para se aquecer e relaxar. Mas você sabe o que realmente acontece com sua pele ao tomar banhos em temperaturas elevadas?
A pele, maior órgão do corpo humano, é composta por duas camadas principais: epiderme (superficial) e derme (mais interna). A epiderme abriga bilhões de células organizadas em camadas. Nas regiões de pele fina, como as pálpebras, são quatro camadas; nas áreas mais espessas, como as solas dos pés, são cinco.
Segundo reportagem do portal O Globo, os queratinócitos — células profundas da epiderme — são unidos por estruturas chamadas junções estreitas, que funcionam como barreiras impermeáveis. Já as células da superfície, ao perder essas conexões, se desprendem naturalmente: cerca de mil por centímetro quadrado de pele a cada hora, o que equivale a aproximadamente 17 milhões de células eliminadas por hora em um adulto.
Logo abaixo da epiderme está a derme, onde se concentram vasos sanguíneos, terminações nervosas, folículos pilosos, glândulas sudoríparas e receptores sensoriais. Essas estruturas atuam em funções vitais como proteção contra agentes patogênicos, regulação da temperatura corporal, produção de vitamina D e percepção de sensações.
O lado oculto do banho quente
Embora o banho quente proporcione alívio momentâneo e bem-estar, ele pode prejudicar a saúde da pele. A água em altas temperaturas altera o pH natural da epiderme, que normalmente varia entre 4 e 6 — um ambiente levemente ácido, ideal para microrganismos benéficos como o Staphylococcus epidermidis. Quando esse equilíbrio se rompe e o pH se aproxima de 7, há maior risco de proliferação do Staphylococcus aureus, um agente oportunista responsável por infecções cutâneas.
Além disso, o calor retira a umidade natural da pele, estimula a transpiração e sobrecarrega os rins, aumentando a perda de líquidos. A longo prazo, isso pode causar ressecamento, descamação e irritações.
Outros efeitos colaterais incluem a dilatação dos vasos sanguíneos, o que pode provocar queda de pressão e aumento da frequência cardíaca — um risco para pessoas com doenças cardiovasculares ou pressão baixa. O calor também intensifica a liberação de histaminas e citocinas inflamatórias, podendo causar coceiras ou, em casos mais graves, quadros de urticária colinérgica, que se manifesta por lesões vermelhas, inchadas e pruriginosas, visíveis em tons mais escuros em peles negras.
Quem deve evitar
Pessoas com pele sensível ou que convivem com doenças como dermatite, eczema, psoríase, rosácea, urticária ou acne devem evitar banhos quentes, que agravam inflamações, aumentam o ressecamento e podem desencadear crises.
Hidratação pós-banho é fundamental
Para minimizar os efeitos negativos do banho quente, é essencial hidratar a pele imediatamente após sair do chuveiro. O ideal é usar hidratantes que combinem:
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Mesmo com hidratação adequada, a pele pode levar dias para se recuperar totalmente dos efeitos acumulativos dos banhos muito quentes. Por isso, reduzir a temperatura da água e o tempo de exposição é a melhor forma de preservar a saúde cutânea.
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