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BNews Novembro Azul: Médico alerta que casos de mortes por câncer de próstata também se deve à desinformação e ao preconceito

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A desinformação sobre saúde masculina contribui para disparidades no diagnóstico e tratamento do câncer de próstata  |   Bnews - Divulgação BNews
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 08/11/2025, às 16h57



O médico urologista e Diretor Médico do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), Osvaldo Neto, alertou para o alto caso de mortes de homens por câncer de próstata devido à desinformação e ao preconceito. Segundo o médico, muitos pacientes, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, não procuram serviços de saúde ou não possui esses atendimentos perto de suas cidades e residências e os que têm ainda guardam consigo o tabu e o medo do exame de toque.

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Dr. Osvaldo Neto
"Dados reais mostram que no Sudeste, região Sudeste, Sul e Sudeste, os homens morrem menos de câncer de próstata. Por que não é região Norte e Nordeste, por que isso? Primeiro por desinformação. Campanhas como Novembro Azul aproximam o homem da saúde. Então, leva aquele homem que passou o ano todo e quando tem um mutirão, uma campanha dessa na sua cidade, automaticamente ele vai. E é muito comum nos mutirões a gente poder rastrear e pegar essas pessoas. Na Bahia aconteceu um fato interessante: Recentemente, aumentou muito o número de câncer próstata na Bahia. Aí você fala, doutor, peraí, como é que aumentou o câncer próstata na Bahia? Isso deve, basicamente, não porque a doença aumentou. É porque na Bahia, com a  Governo do Estado, com a fundação de políclinicas, com a campanha como essa Novembro Azul, a Bahia conseguiu aproximar tanto o diagnóstico precoce quanto o rastreio. Quanto mais você aproxima mais os serviços de saúde para aquelas populações que não eram acometidas, você começa agora a diagnosticar mais e consequentemente tratar mais. Então, houve aumento de quase 3 mil casos na Bahia porque as pessoas estão sendo agora escutadas, acolhidas, sendo buscadas, o que é o mais importante. Então, dados como esse chega a alarmar, mas nós que passamos no serviço de saúde, ficamos até felizes, falamos: Não, peraí, a saúde está chegando na ponta. Então, essas pessoas que teroricamente iriam morrer ou sobrecargar o serviço de saúde de outra forma, agora vamos tratá-lo no serviço de saúde realizando a cura do paciente", disse ele. 

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