Saúde

BNews Outubro Rosa: entenda fatores de risco e estratégias de prevenção contra o câncer de mama

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Campanha de conscientização destaca a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama  |   Bnews - Divulgação Foto: Ilustrativa / FreePik
Natane Ramos

por Natane Ramos

Publicado em 11/10/2025, às 06h00



Durante o mês de outubro, destaca-se a campanha de prevenção e conscientização sobre o câncer de mama. A doença atingiu aproximadamente 73.610 novos casos entre os anos de 2023 e 2025, de acordo com informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA). 

Neste cenário, existem diversos fatores de risco associados à doença, reforçando a importância da prevenção. Ao BNews, a Dra. Marilea Souza, médica gastroenterologista do Hospital Santo Amaro e maratonista, reforçou os principais indicativos. 

"Os principais fatores de risco para o câncer de mama incluem idade avançada, história familiar, obesidade, sedentarismo, consumo de álcool e tabagismo", declarou.


A profissional explica como hábitos de vida saudáveis, como alimentação equilibrada e prática de exercícios, contribuem na prevenção da doença. "Hábitos saudáveis ajudam muito na prevenção do câncer de mama e de outros tipos de tumores, além de prevenir doenças crônicas como diabetes, hipertensão etc", refletiu.

A doutora reforça os principais pilares de uma vida saudável:

  • Alimentação equilibrada reduz inflamação e excesso de peso, fatores ligados ao câncer
  • Exercícios regulares controlam hormônios e fortalecem o sistema imunológico;
  • Fazer os exames preventivos como mamografia e uso de mama periodicamente, se tem história familiar de câncer de mama  precisa verificar cuidados adicionais de controle e prevenção.

A médica gastroenterologista ainda explica a importância do diagnóstico precoce e quais exames são mais indicados. "O diagnóstico precoce aumenta muito as chances de cura do câncer de mama, podendo chegar a até 90% quando descoberto em estágios iniciais", declarou.

Confira os exames:

  • A partir dos 40 anos: mamografia anual;
  • Antes dos 40, só se houver risco alto (como histórico familiar ou mutações genéticas), com exames personalizados, como ultrassom e ressonância; 
  • Consulta periódica ao ginecologista que vai orientar de forma individual os exames a depender da classificação de risco;
  • Autoexame para detecção de nódulos na mama.

A profissional finalizou informando como o histórico familiar é um indicativo de risco. "O histórico familiar é um dos maiores indicativos de risco para câncer de mama. Porém, vale informar que cerca de apenas  5 a 10% dos casos são genéticos, ligados a mutações hereditárias, como BRCA1 e BRCA2. A maioria dos casos está relacionada a fatores não genéticos como obesidade, tabagismo, alcoolismo e sedentarismo", acrescentou.

"O mais importante é atuar de forma preventiva sobre os fatores de risco modificáveis: não ao tabagismo, não ao sedentarismo, não à obesidade, não ao uso indiscriminado de hormônios sem indicação médica , fazer os exames periodicamente com base na idade e fatores de risco", concluiu.

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