Saúde

Fevereiro roxo: No mês da prevenção, saiba relação entre lúpus e a saúde digestiva

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Campanha Fevereiro Roxo visa conscientizar sobre doenças como lúpus, fibromialgia e Alzheimer  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa/Pixabay
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 17/02/2025, às 16h26



O mês de fevereiro é marcado pela campanha Fevereiro Roxo, que tem como objetivo conscientizar a população sobre doenças crônicas como lúpus, fibromialgia e Alzheimer. O lúpus é uma doença autoimune complexa, que afeta vários órgãos e pode comprometer significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

A médica especialista em gastroenterologia, Maria Clara Pimentel, destaca a importância deste período para ampliar o conhecimento sobre a doença, reforçando a necessidade do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado. 

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Segundo Pimentel, o lúpus não se manifesta apenas por sintomas sistêmicos variados, mas também pode impactar o trato gastrointestinal de diferentes formas. "Isso pode ocorrer devido à inflamação provocada pela doença, ao uso de medicamentos ou a complicações associadas, como vasculite intestinal e pancreatite", explica a especialista.

Entre as manifestações gastrointestinais do lúpus, podem ocorrer dificuldades de deglutição, esofagite e alterações intestinais como diarreia ou constipação. Outros sintomas incluem náuseas, vômitos, dor abdominal e refluxo.

"Nos casos mais graves, podem surgir inflamações severas, como peritonite lúpica e pancreatite", alerta a gastroenterologista. 

A diferença entre esses sintomas e problemas gastrointestinais comuns está no fato de que, no lúpus, eles costumam ocorrer junto a outras manifestações sistêmicas, como febre, fadiga e dores articulares, especialmente durante crises da doença.

Diante da suspeita de envolvimento gastrointestinal, exames como endoscopia digestiva alta, ultrassonografia abdominal e tomografia computadorizada são recomendados, além de testes laboratoriais para auxiliar no diagnóstico. 

O tratamento é individualizado e depende da causa dos sintomas, podendo incluir ajustes na medicação imunossupressora e o uso de protetores gástricos para minimizar os efeitos colaterais de medicamentos como corticoides e anti-inflamatórios.

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