Saúde
por Gabriel Santana
Publicado em 02/10/2025, às 15h48
A cegueira causada após intoxicação por consumo de metanol pode se tornar irreversível. Isso acontce porque as substâncias tóxicas atingem uma das estruturas mais vulneráveis do olho, o nervo óptico.
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Nem o transplante de córnea resolveria o problema na visão causado pela intoxicação do metanol. De acordo com o VivaBem do Uol, Luciana Finamor, oftalmologista da Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha, do Grupo Fleury, ressalta que o procedimento seria como trocar a lente de uma câmera que já tem o fio interno destruído.
“O programa está no nervo óptico, que funciona como um ‘cabo de fibra óptica’. Trocar a córnea seria como trocar a lente de uma câmera cujo fio interno já foi destruído: a luz entra, mas a imagem não chega ao destino”, explicou.
O olho é um dos primeiros locais do corpo afetados pela intoxicação por metanol. O principal responsável por causar os problemas de visão é o ácido fórmico. A substância é produzida após a metabolização do metanol no fígado, o que envenena as mitocôndrias.
As mitocôndrias são as responsáveis por produzir a energia nas células para que possam sustentar a transmissão contínua de estímulos visuais. Quando a pessoa exposta ao metanol, pode desenvolver acúmulo de ácido no corpo e ocasionar a morte das células ganglionares da retina e dos axônios do nervo óptico.
“Quando o ácido fórmico inibe a cadeia respiratória mitocondrial, o nervo óptico sofre como uma das primeiras vítimas. Literalmente, apaga a energia necessária para manter a visão”, complementa a oftalmologista”.
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