Saúde
por Bernardo Rego e Mariana Cedrim
Publicado em 31/03/2026, às 18h32 - Atualizado às 19h10
Após uma clínica localizada em Salvador ser interditada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em virtude de pacientes que perderam a visão após serem submetidos a uma cirurgia de catarata, uma nova denúncia atinge um hospital da cidade de Irecê.
O relato foi feito durante o Jornal da Caraíbas na rádio Caraíbas FM no dia 5 de março quando uma ouvinte contou que o seu pai e pelo menos outras 15 pesssoas teriam perdido a visão em virtude de um procedimento no olho na clínica CEOM.
Pacientes relatam dor, desespero e incerteza sobre a recuperação. Um advogado, identificado como Joviniano Dourado está prestando assistência às vítimas. No início do mês de março, a clínica divulgou uma nota pública para esclarecer intercorrências registradas após procedimentos de terapia antiangiogênica realizados na unidade.
De acordo com o comunicado, assinado pelo diretor Marciel Dourado Franca, foram feitos 643 procedimentos entre os dias 28 de fevereiro e 1º de março de 2026 e, durante o acompanhamento imediato após as aplicações, foram identificadas intercorrências em 24 pacientes.
A unidade de saúde informou ainda que realizou avaliação especializada por médicos oftalmologistas retinólogos, aplicação de medicação intravítrea nos casos indicados, oferta de suporte terapêutico e acompanhamento clínico contínuo dos pacientes. Além disso, a evolução dos quadros, além de apoio financeiro relacionado às condutas terapêuticas necessárias foram monitorados.
Confira a nota na íntegra do Hospital CEOM:
"O Hospital CEOM Irecê vem, respeitosamente, à presença deste veículo, com fundamento no dever de veracidade da informação e no direito de retificação previsto na Lei nº 13.188/2015, solicitar a correção de informações veiculadas na matéria publicada neste portal, referente aos atendimentos realizados na unidade localizada em Irecê/BA.
Inicialmente, é importante esclarecer uma informação técnica essencial: não foram realizadas “cirurgias de catarata”, mas sim procedimentos de “terapia antiangiogênica intravítrea”, que possuem natureza, indicação clínica e protocolos distintos.
Adicionalmente, a matéria veicula afirmação categórica quanto à ocorrência de resultado definitivo (“cegueira”), sem que haja, até o presente momento, conclusão técnica ou pericial que estabeleça nexo causal entre os procedimentos realizados e os desfechos clínicos noticiados.
As situações encontram-se em acompanhamento assistencial contínuo e sob apuração pelas instâncias sanitárias competentes, e a apresentação de conclusões antecipadas não reflete o atual estado das investigações.
Diante disso, solicitamos a gentileza de que seja promovida, com a maior brevidade possível, a devida correção da matéria, com a adequação das informações técnicas relativas ao procedimento realizado, bem como a contextualização quanto à ausência de conclusão definitiva acerca da causa dos eventos observados.
Informamos, ainda, que segue anexa nota pública atualizada, contendo os esclarecimentos institucionais mais recentes, a qual pode subsidiar eventual atualização da matéria.
O CEOM permanece à disposição para prestar esclarecimentos adicionais, com transparência e responsabilidade, contribuindo para a veiculação de informações precisas e de interesse público.
Atenciosamente,
Hospital CEOM Irecê"
Classificação Indicativa: Livre
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