Saúde
por Mariana Cedrim
Publicado em 29/05/2026, às 21h20
Em meio a uma série de casos de complicações graves associadas ao polimetilmetacrilato (PMMA), incluindo mortes registradas nos últimos anos, o Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu proibir o uso do produto como substância preenchedora em procedimentos médicos realizados no Brasil.
A medida, que entra em vigor na próxima terça-feira (2), foi formalizada por meio da Resolução nº 2.461/2026, que será publicada no Diário Oficial da União e impede o uso do produto tanto para fins estéticos quanto reparadores. O texto foi elaborado após análises técnicas.
A proibição não afeta os pacientes com HIV, que utilizam o PMMA no tratamento da lipodistrofia facial, condição caracterizada pela perda de gordura em determinadas regiões do rosto. Porém, a aplicação deverá ocorrer exclusivamente em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Diferentemente de outros preenchedores utilizados na medicina estética, o PMMA é considerado permanente, permanecendo no organismo após a aplicação. Com isso as complicações podem surgir meses ou até anos após a aplicação.
"As complicações do PMMA muitas vezes são tardias, relacionadas às características do produto, e ocorrem mesmo quando aplicadas por médicos especialistas", explicou o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, destacando que ao longo do tempo, ficou demonstrado que os riscos suplantam e muito seus possíveis benefícios.
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