Saúde
Publicado em 25/07/2025, às 09h44 - Atualizado às 09h45 Yuri Pastori e Emilly Giffone
Durante o lançamento do aplicativo Cegonha, Ana Cyntia Paulin Baraldi, consultora em saúde materna da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), destacou a importância de abordar temáticas que trabalhem estratégias contra a mortalidade feminina no país. Ela esclareceu quais são as prioridades do Ministério da Saúde.
No evento, Cyntia aborda o tema “Novos Olhares para a Morbimortalidade Materna e Estratégias de Redução”, em uma palestra ministrada por ela. A consultora explicou quais abordagens são feitas na palestra.
“Bom, a gente vai tentar dar uma visão mais macro dos ecodeterminantes da saúde e da mortalidade materna. Que são os fatores que estão relacionados de alguma maneira, ao bem-estar e à saúde das mulheres e que podem levar, quando em desequilíbrio, à morte das mulheres. São além das questões de mortalidade direta, das doenças que levam às causas de óbito diretas de morte”, explicou.
Ela detalhou como estão os números de mortalidade materna no país, e destacou que mulheres negras e indígenas são as mais afetadas.
“O mundo fez uma meta global de que a gente chegasse em ser até, no máximo setenta mortes a cada cem mil nascidos vivos em até dois mil e trinta, a gente está bastante longe disso. E a meta do Brasil é chegar em trinta mortes, até dois mil e trinta, no máximo. E a gente está ali em torno de cinquenta e seis, nossa razão de morte materna pra cada cem mil nascidos vivos. A gente tem trabalho bastante grande aí pela frente. A gente sabe que a razão de morte materna de mulheres pretas é o dobro de mulheres brancas. Indígenas também chega quase o dobro, é setenta e oito. A gente tem setenta e oito para as mulheres indígenas, cento e dez para as mulheres negras e cinquenta para as mulheres brancas no país”, acrescentou.
Por fim, Cynthia ressaltou que o interesse do Ministério de Saúde no assunto tem gerado buscas por grandes resultados.
“Tem aliados seus esforços para gente desenvolver projetos, programas, ajudar na execução do Ministério para que a gente consiga chegar nessa meta aí, que o Brasil se propôs das trinta mortes até 2030. No final das contas, a gente sabe que nove de cada dez mortes maternas são evitáveis. Então, idealmente a gente deveria chegar aí muito menos que isso, mas essa já é uma meta bastante audaciosa e que a gente precisa do apoio de todos os setores pra chegar lá”, finalizou.
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