Saúde

Cristo Redentor recebe iluminação especial pelo fim do câncer do colo do útero

Walterson Rosa/MS
No Brasil, são registrados em média 17 mil casos anuais de câncer do colo do útero e cerca de 6,5 mil mortes  |   Bnews - Divulgação Walterson Rosa/MS
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 18/11/2024, às 12h50



Após ser contatado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil decidiu dar maior visibilidade à eliminação do câncer de colo do útero e conscientizar sobre a importância da imunização. Neste domingo (17), o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, foi iluminado com as cores da campanha, como parte do Illumination Day.

No Brasil, são registrados, em média, 17 mil casos anuais de câncer cervical, com cerca de 6,5 mil mortes. Esse tipo de câncer é o terceiro mais incidente entre as mulheres, atrás apenas do câncer colorretal e de mama.

Em ação global para a eliminação do câncer de colo do útero, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou a estratégia adotada nesta gestão, com a aplicação de uma dose única contra o HPV para pessoas de 9 a 14 anos, com vacinação nas escolas.

“A retomada de políticas importantes, como a vacinação nas escolas, comprova a determinação do Governo Federal em, de fato, promover mudanças no Brasil. Como resultado, em 2023, aumentamos a cobertura vacinal em 42% em relação a 2022”, detalhou. Ela também mencionou a inclusão de novos públicos em situação de vulnerabilidade para a imunização, como vítimas de violência sexual e usuários da PrEP.

“Essa estratégia é prioritária para nós. Em 2023, o Brasil avançou no enfrentamento de muitas doenças e reverteu o retrocesso registrado desde 2016. Recentemente, fomos recertificados pela eliminação do sarampo, recuperando o status das Américas como região livre de sarampo endêmico, um resultado do fortalecimento do sistema de vacinação brasileiro", completou a ministra.

A vacinação depende do Ministério da Saúde, do movimento científico e da mobilização da sociedade civil”, acrescentou Nísia Trindade, que foi homenageada pelo Movimento Brasil sem Câncer do Colo do Útero.

A ministra também falou sobre a incorporação da tecnologia de testagem molecular no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Com apoio do Instituto Nacional de Câncer (INCA), estamos elaborando novas diretrizes, que serão submetidas à consulta pública, para orientar a implantação nos estados e municípios. Em breve, todos os usuários do SUS terão acesso ao exame. Estamos transformando o campus do INCA, referência em oncologia no Brasil, em um moderno complexo de assistência, em parceria com o BNDES. Avanços importantes já foram conquistados, e outros estão por vir”, afirmou.

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