Saúde
Publicado em 12/06/2025, às 16h10 Dan Gama
Muitos sinais podem vir à tona quando se está apaixonado. O coração bate mais rápido, as pupilas dilatam, e um frio toma a barriga. Isso acontece quando vemos ou até mesmo quando pensamos na pessoa amada, dando a entender que o corpo reage fisicamente a esse sentimento.
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Mas você sabia que o caso é ainda mais profundo? A paixão é um fenômeno neurobiológico intenso, que gera uma “tempestade” de substâncias químicas no cérebro.
De acordo com o psicólogo Leandro Freitas Oliveira, doutor em neurologia e neurociências, além de professor do programa de doutorado da Universidade Católica de Brasília (UCB), vários hormônios estão relacionados à paixão, e eles alteram significativamente a atividade cerebral enquanto estamos na parte mais emocionante do relacionamento amoroso.
Hormônios da paixão
Existem hormônios que estão diretamente relacionados à paixão e à formação de laços emocionais. A oxitocina, dopamina e vasopressina são os mais destacados.
“Exames de imagem, como a ressonância magnética funcional (fMRI), mostram que, quando vemos a pessoa amada, há ativação em regiões relacionadas ao sistema de recompensa (como o estriado ventral), motivação, foco e prazer”, afirma o professor.
A paixão também atua reduzindo a atividade do córtex pré-frontal – uma área do cérebro que fica responsável pelo pensamento crítico e tomada racional de decisões. – o que justifica o porquê que pessoas apaixonadas minimizam os defeitos do parceiro.
“O cérebro desliga parcialmente a avaliação racional nesse contexto. Por isso, faz sentido que alguns indivíduos façam tatuagem com o nome do parceiro, ou passem horas falando no telefone. A paixão nos deixa primitivos e inconsequentes”, relata Leandro.
Paixão e validade
Entretanto, de acordo com o professor a paixão não dura para sempre, o estado teria um prazo de validade natural que dura, em média, entre 12 e 24 meses.
“O cérebro busca estabilidade. Manter-se em um estado de alerta constante é biologicamente custoso. O sujeito apaixonado não quer fazer nada além de estar com sua paixão e, como consequência, a alimentação passa a ser prejudicada, assim como o sono e outros mecanismos primitivos importantíssimos para nossa sobrevivência”, explica o neurocientista.
Mas, muita calma! O fim da paixão não é o fim do amor. Com o tempo, a tempestade de hormônios começa a diminuir, porém se o vínculo afetivo estiver consolidado, ocitocina e vasopressina garantem o protagonismo no cérebro – resultando na fidelidade e apego, o que sustenta um amor calmo e duradouro.
“Em outras palavras, a paixão acaba e pode dar passagem para um amor cada vez mais maduro e menos inconsequente”, explica o professor.
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