Saúde
por Natane Ramos
Publicado em 23/09/2024, às 06h00
No dia 27 de setembro é celebrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos, nessa importante data é reforçado a importância desse gesto altruísta e solidário que transforma a vida de diversas pessoas.
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O ato de doar um órgão ou tecidos pode parecer demais para algumas pessoas, mas esse gesto de amor ao próximo pode tirar pessoas de situações desastrosas e lhes dar uma segunda chance na vida.
Como no caso de Maria Angelina dos Santos Silva, de 68 anos, uma mãe, professora e responsável por uma ONG que atende idosos em São Paulo, teve sua vida mudada após esse ato de empatia, ao receber um transplante aos 60 anos, no dia 20 de julho de 2017.
"Isso é muito importante para a sociedade, ainda existe um tabu muito grande dessa questão da doação de órgãos. A gente sabe que é uma questão muito difícil para a família naquele momento de dor, querer doar. Mas é um ato de amor. As pessoas precisam saber que é um doar, um sim salva muitas vidas", iniciou.
Maria Angelina recebeu um transplante de coração, após enfrentar problemas com cardiopatia chagásica, patologia que descobriu desde os 18 anos, e que lidou durante 45 anos de sua vida. Ela contou como foi o processo de aguardar a sua vez na lista de espera. "Eu entrei na fila quando eu me internei em estado muito grave e fiquei na fila três meses e meio. A fila é rigorosamente seguida, eu estava em estado iminente de morte", explicou.
A professora, que atuou anos como diretora de escolas em São Paulo, destacou a importância do apoio familiar durante o período sensível. "A gente sabe que é muito difícil o olhar de quem perde uma pessoa, pois você doar um órgão de uma pessoa que parte, naquele momento de dor e fragilização da família, é muito difícil. Mas eu acho que a gente tem que trabalhar essa questão da vida, da oportunidade. Porque se você consegue ter essa sensibilidade, você dá a chance de diversas outras pessoas continuarem na caminhada", destacou.
"Eu considero que, quando você recebe um transplante, você tem a chance de continuar a vida, eu acho que ainda tem um grande tabu na sociedade nessa questão da doação. Então precisa ser trabalhado a conscientização", declarou Maria.
Maria Angelina poderia não estar mais entre seus familiares, fazendo a diferença tanto na vida dos entes queridos quanto de diversas pessoas a quem ela ajuda através da ONG em que está à frente. Através de uma doação, ela teve como ver o desenvolver dos seus filhos e sobrinhos, ela pode continuar sua jornada com essa segunda chance na vida. “Doe órgão e salve vidas. Que você tenha essa clareza que o seu sim, salva muitas pessoas”, finalizou.
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