Saúde
por Gabriel Santana
Publicado em 03/01/2026, às 13h01
O consumo de qualquer bebida alcóolica já é algo comum nas festas de final de ano, mas o exagero pode causar uma ameaça ao coração conhecida como a "síndrome do coração festeiro".
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Com o nome em inglês chamado de "holiday heart syndrome", a doença é relacionada a ingestão excessiva e prolongada de álcool ao maior risco de desenvolver um tipo de arritmia conhecida como fibrilação atrial. O quadro clínico age na parte de cima do coração, formada pelos átrios.
A parte do coração fica eletricamente desorganizada e trêmula, enquanto a parte de baixo do órgão, composta de ventrículos, passa a funcionar de maneira irregular. De acordo com o jornal O Globo, o caso gera a um descompasso dos batimentos.
O problema pode ser percebido como uma palpitação no peito, aliada a sensações de cansaço e falta de ar. Os sintomas geralmente começam a se manifestar ainda durante o momento de embriaguez ou algumas horas após a bebedeira. O cardiologista Guilherme Drummond Fenelon Costa, do Albert Einstein Hospital Israelita explicou o caso.
Não é apenas um drink que leva à síndrome. Para ela ocorrer, o indivíduo precisa realmente apresentar um nível de embriaguez muito elevado”.
A intoxicação alcoólica diminui o pH do sangue e desidrata o corpo, efeitos que ainda podem se somar a condições como a privação de sono e perda de eletrólitos. A combinação dos fatores podem ocasionar a síndrome do coração festeiro.
O problema ganhou um holofote após um estudo realizado no último fevereiro. Após uma revisão de 11 estudos publicada na revista Cureus, foi constatado que o ato de beber cinco ou mais doses de álcool em um curto período (binge drinking) é um disparador consistente de fibrilação atrial.
Jhiamluka Zservando Solano Velasquez, pesquisador na Universidade de Oxford, na Inglaterra explicou que a descoberta foi um grande avanço para a saúde cardíaca.
Uma das descobertas mais marcantes foi a consistência com que a exposição excessiva ao álcool desencadeou arritmias em diversas populações [...] Mesmo em jovens saudáveis, a ingestão aguda de álcool produziu alterações no sistema nervoso autônomo, que controla o coração, além de oscilação do intervalo entre os batimentos, aumento da frequência cardíaca e batimentos prematuros”.
Vale lembrar que mesmo bebendo com moderação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não estabelece um limite seguro de consumo de álcool até mesmo para pessoas que não possuem nenhuma condição de saúde. O segredo é um equilíbrio no consumo das bebidas alcoólicas e não passar do ponto.
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