Saúde

Especialista aponta medicamentos populares que podem prejudicar fígado; confira

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77% dos brasileiros têm costume de consumir medicamentos sem receitas e atitude tem potencial para gerar possíveis problemas ao fígado  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa/Pixabay
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 12/11/2025, às 19h13



A hepatologista Patrícia Almeida, do Grupo de Transplante do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo (SP), apontou que o Paracetamol, chá de cavalinha e o extrato seco de chá verde têm substâncias que provocam inflamações e prejudicam o fígado.

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Uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), junto com o Instituto Datafolha, comprovou que 77% dos brasileiros têm o costume de se medicar, sem prescrição médica, ao menos uma vez por mês. De acordo com o Portal Metrópoles, 25% das pessoas tomam algum remédio diariamente ou uma vez por semana.

A hepatologista relata que a atitude traz riscos para a saúde e, principalmente, para o fígado. Além do órgão funcionar como um laboratório do corpo e receber tudo o que é ingerido pela pessoa, como alimentos, bebidas e medicamentos, ele transforma e neutraliza as substâncias de forma mais segura para serem eliminadas pelo corpo.

Durante esse processo, o órgão converte compostos potencialmente tóxicos em formas mais seguras para excreção”, explicou.

Mas existem formas de causar danos contra a proteção realizada pelo órgão. Almeida afirma que não se pode sobrecarregar ou expor a substâncias nocivas de forma recorrente. Confira três medicamentos, informados pela hepatologista, que podem causar problemas para o fígado.

  • paracetamol: o medicamento só deve ser usado nas dosagens corretas, pois o excesso pode ocasionar em uma das formas mais graves de hepatite medicamentosa;
  • chá de cavalinha: muito consumido como um diurético natural, o chá pode causar inflamação e lesão no fígado, principalmente em pessoas que já usam outros medicamentos;
  • extrato seco de chá verde: o ingrediente está presente em vários suplementos para emagrecimento, mas é associado a casos de hepatite aguda e até insuficiência do fígado, inclusive em pessoas sem histórico de doenças hepáticas.

O motivo destacado por Patrícia é que todos os medicamentos citados necessitam que o fígado realize um trabalho muito mais intenso do que o normal para metabolizar.

Durante esse processo, algumas substâncias liberam subprodutos tóxicos que agridem as células hepáticas. É uma sobrecarga silenciosa, que vai se acumulando ao longo do tempo”.

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