Saúde

Estudo revela: O veículo que rejuvenesce seu cérebro e melhora o foco

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Você costuma andar de moto? A prática não é apenas uma forma eficaz de se locomover, mas também é um verdadeiro remédio para a mente e o corpo  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 14/07/2025, às 13h46 - Atualizado às 14h10



Você costuma andar de moto? Além de ser uma forma eficiente de locomoção, pilotar pode ser um verdadeiro remédio para o corpo e para a mente. E essa ideia vem sendo comprovada cientificamente. Uma equipe de pesquisadores japoneses, liderada por Ryuta Kawashima, conhecido por seu trabalho no desenvolvimento do jogo Brain Training para Nintendo DS, conduziu um estudo que revela os benefícios da moto para a saúde mental.

Sim, andar de moto realmente ajuda o cérebro. O estudo (ainda pouco conhecido fora do Japão) investigou como a pilotagem afeta as capacidades cognitivas e a saúde geral. O resultado? Quem pilota tem até 50% mais desempenho cognitivo em comparação com quem não pilota. Segundo os pesquisadores, a prática pode deixar a mente mais jovem, atenta e até mais feliz.

Como foi feito o experimento
A pesquisa partiu de uma hipótese simples: se certos videogames são capazes de estimular o cérebro, por que uma atividade tão complexa quanto pilotar uma moto não teria o mesmo efeito?

O estudo selecionou um grupo de homens de meia-idade que sabiam pilotar, mas estavam há pelo menos dez anos sem subir em uma moto. Durante dois meses, metade deles voltou a usar a moto no dia a dia. O grupo controle seguiu com seus meios de transporte habituais, carro, transporte público ou bicicleta.

Ao final do período, os motociclistas apresentaram um desempenho 50% superior em testes cognitivos. Também mostraram melhora na memória, na flexibilidade mental e na atenção no trabalho.

Pilotar exige foco constante, antecipação de movimentos e tomada rápida de decisões, funcionando como uma verdadeira “academia cerebral”. E os benefícios não pararam por aí: o estudo também observou ganhos no bem-estar geral, como:

  • Redução do estresse
  • Aumento da concentração
  • Maior sensação de vitalidade

Kawashima concluiu que pilotar uma moto é “mais cansativo” que outros meios de transporte, mas justamente por isso proporciona um treino físico e mental com efeitos duradouros no cotidiano.

Outras vantagens
Fora do estudo, há indícios de que andar de moto pode ser positivo até para quem tem doenças crônicas, como diabetes tipo 2. O esforço físico leve e constante, especialmente no trânsito urbano, tem efeitos similares aos de uma sessão de academia, ajudando a estabilizar a glicose no sangue e reduzindo a necessidade de insulina. Claro, é sempre bom ter um lanche por perto, caso ocorra uma hipoglicemia.

Então, da próxima vez que alguém disser que “andar de moto é perigoso”, você pode responder: além de proporcionar liberdade, a moto também traz saúde. E, se você ainda não experimentou, nunca é tarde para começar — com capacete, luvas e cérebro ligado!

ocê costuma andar de? A prática não é apenas uma forma eficaz de se locomover, mas também é um verdadeiro remédio para a mente e o corpo. E isso vem sendo comprovado cientificamente: uma equipe de pesquisadores japoneses liderada por Ryuta Kawashima, famoso por seu trabalho no desenvolvimento do videogame Brain Training para Nintendo DS.

É isso mesmo. Andar de moto realmente ajuda o seu cérebro. O estudo dele (pouco conhecido fora do Japão) analisou como a pilotagem de uma moto afeta nossas capacidades cognitivas e nossa saúde em geral. E é 50% mais benéfico do que para quem não pilota. De acordo com o estudo, a prática pode nos deixar mentalmente mais jovens, mais atentos e até mais felizes.

Como funciona o experimento

O experimento partiu de uma simples hipótese: se certos videogames podem estimular o cérebro, por que uma atividade tão complexa quanto pilotar uma moto não faria o mesmo?

Para testar isso, selecionaram um grupo de homens de meia-idade que não pilotavam motos há pelo menos dez anos. Todos sabiam conduzir, mas haviam abandonado o hábito. Durante dois meses, metade deles pôde voltar a usar a moto em seus deslocamentos diários. Já o restante, o grupo controle, continuou com seu meio de transporte habitual: carro, transporte público ou bicicleta.

Após esses dois meses, os motociclistas não só tiveram 50% mais capacidade cognitiva em comparação ao grupo controle, como também mostraram uma melhora significativa na memória, flexibilidade mental e atenção no trabalho.

A pilotagem obriga o piloto a manter-se alerta, antecipar os movimentos do ambiente e tomar decisões rápidas, sendo uma espécie de “academia cerebral”. Mas não ficou apenas nisso. Os pesquisadores também notaram melhorias no bem-estar geral dos participantes como:

  • Menos estresse
  • Mais concentração
  • Sensação subjetiva de maior vitalidade. 

Kawashima chegou a conclusão de que pilotar uma moto é “mais cansativo” do que outros meios de transporte, mas que essa exigência a mais se transforma em um treino tanto físico quanto mental, cujos efeitos se estendem para o restante da vida cotidiana.

Outras vantagens

Fora do estudo, ainda existem indícios de que andar de moto pode ser benéfico para pessoas com doenças crônicas, como diabetes tipo 2. O exercício físico leve e constante exigido ao pilotar uma moto (especialmente em ambientes urbanos) foi comparado ao realizado em uma sessão de academia, ajudando a estabilizar os níveis de glicose no sangue e reduzindo a necessidade de insulina. Claro, é recomendável levar algo para comer caso apareça uma hipoglicemia.

Então, quando alguém disser que “andar de moto é perigoso”, você já pode responder que além de liberdade, a moto traz saúde. E, se você ainda não experimentou, nunca é tarde para começar, obviamente com capacete, luvas, e o cérebro ligado.

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