Saúde

Estudo revela que vacina contra doença viral pode reduzir risco de infarto e AVC; entenda

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Estudo mostra que vacina pode prevenir complicações cardiovasculares significativas  |   Bnews - Divulgação Divulgação/ Freepik
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 28/08/2025, às 15h55



Um estudo global, apresentado no Congresso Europeu de Cardiologia (ESC-2025), em Madri, Espanha, revelou que a vacinação contra o herpes-zóster, mais conhecido como cobreiro, pode estar associada a uma grande redução no risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

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De acordo com o g1, a pesquisa avaliou dados de quase duas décadas de estudos e descobriu uma diminuição de 18% nos eventos cardiovasculares em adultos acima de 18 anos e 16% entre pessoas com mais de 50 anos de idade.

O estudo é a primeira pesquisa a compilar evidências globais sobre o poder da vacina do zóster na saúde do coração. A aplicação das duas versões da vacina (recombinante ou atenuada), foram associadas a 1,2 a 2,2 eventos cardiovasculares a menos por mil pessoas vacinadas por ano. Isso representa que a cada mil pessoas vacinadas, de 1 a 2 casos de infarto ou AVC deixam de acontecer por ano.

Os autores ressaltam que ainda não é possível afirmar que a vacina seja a causa direta da redução de infartos e AVCs. Um dado revelado pela Sociedade Europeia de Cardiologia alerta sobre as doenças cardiovasculares serem a principal causa de morte do mundo.

O médico infectologista Renato Kfouri, vice presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), ressalta que:

Essas doenças virais podem aumentar a resposta inflamatória do organismo e desencadear complicações cardiovasculares. Prevenir essas infecções é também uma forma de proteger o coração”.

Kfouri ainda diz que o processo inflamatório gerado por vírus como influenza, coronavírus, vírus sincicial respiratório e próprio herpes-zóster contribui para desestabilizar placas de gorduras nas artérias, favorecendo o desprendimento e ocasionando a eventos graves como AVC e infarto.

É preciso considerar que se trata de um estudo financiado pelo produtor da vacina, o que exige uma leitura crítica. Mas, é um dado importante que fortalece a visão de que a vacinação é parte da estratégia de prevenção cardiovascular”.

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